Aldeias do Xisto

  • Destino:
  • Duração: 2 dias
  • De: 27/05/2018
  • a: 28/05/2018
  • Preço: 188€

(English) passaporte

Com Vitor Casul
Da Serra do Açor e da Região do Rio Zêzere

Quarto Duplo

188€

Suplemento Quarto Individual

30€

 

Programa inclui:

  • Transporte privativo em autocarro de turismo, consoante percurso descrito em “itinerário detalhado;​
  • Acompanhamento de Guia Intérprete Oficial durante toda a viagem;​
  • 1 Noite de estada no hotel 4**** mencionado com pequeno almoço incluído;​
  • Regime pensão completa (desde o almoço do 1º dia até ao almoço do 2º dia, num total de 3 refeições) com bebidas incluídas;​
  • Todas as visitas mencionadas no itinerário com entradas incluídas;​
  • Seguro de viagem;​
  • Taxas de serviço; hoteleiras e Iva em vigor á data de 10/12/2015;​

Programa não inclui:

  • Quaisquer serviços que não se encontrem devidamente mencionados no presente itinerário e extras de carácter pessoal (ex. telefonemas, bar, mini-bar, lavandaria, etc.) e refeições não mencionadas;​​
  • Gratificações aos motoristas e guias.​​
  • ​​

NOTA: A presente cotação está sujeita a reconfirmação mediante as disponibilidades. Os valores acima apresentados poderão sofrer eventuais alterações em caso de significativas oscilações cambiais e/ou de custos de combustível e/ou eventuais novas taxas. ​ ​ ​

1º Dia – Lisboa / Fragas de S.Simão / PEdrogão Pequeno / Madeirã / Álvaro / Pampilhosa da Serra
Em hora e local a informar, partida em autocarro privado com destino a Figueiró dos Vinhos. Início da visita nas Fragas de S. Simão com uma água límpida e uma flora luxuriante onde se encontra uma praia de construção recente, rodeada das imensas fragas, que possibilitam a realização de desportos radicais (rappel, slide, escalada), num local de uma beleza ímpar que poderá percorrer e assim desfrutar de toda a sua excelência.​ Continuação para Casal de S. Simão com uma só rua. Com uma fonte que continuamente entoa a canção da água. Com uma capela que nos conta lenda de santo. Com uma vereda que nos leva à praia, mesmo ali encaixada nas Fragas de São Simão.​ Almoço no restaurante Varanda do Casal. ​ Após o almoço, continuação para a Barragem do Cabril destino perfeito para aproveitar o melhor que o rio Zêzere tem para oferecer e pelo miradouro da Sra. Da Confiança. A atual ermida de N. Sra. da Confiança foi mandada construir pela família Conceição e Silva, oriunda de Pedrogão Pequeno, no ano de 1902, sobre as ruínas de uma outra mais antiga. Reza a lenda que esta foi mandada construir no século XIII, por um nobre cavaleiro que, estando nesse tempo sob prisão e a caminho de Coimbra, pernoitou numa cela da cadeia de Pedrógão Pequeno, situada nas imediações da Capela de Santo António. Este fidalgo alegava ser vítima de intrigas na Corte. Durante a noite resolveu rezar, suplicando à Virgem Maria a proteção e confiança na sua inocência. E apareceu-lhe a imagem de Nossa Senhora. Nesse momento, prometeu ali mandar construir uma ermida, o que, após a sua absolvição, deu cumprimento, sob a invocação de Nossa Senhora da Confiança. Chegada a Pedrogão Pequeno, aldeia de xisto sobranceira ao Rio Zêzere, junto à Barragem do Cabril, com as suas ruas e ruelas bem típicas e que esconde histórias, lendas e património… Breve passagem por Madeirã para visita à destilaria de aguardente de medronho.​ Por fim, chegamos a Álvaro que em tempos, foi sede de concelho, e cuja toponímia se deve provavelmente, ao nome de um criado, Álvaro Pires, que ficou encarregue de governar estas terras na ausência do seu senhor, que tinha ido para a guerra. O fidalgo nunca mais terá voltado e a povoação terá ficado com o nome de Álvaro Pires. O aglomerado pertenceu outrora à Ordem de Malta e surge ao longo da rua central a olhar as escarpas rasgadas do rio Zêzere, conferindo-lhe características particulares no contexto concelhio. A aldeia de Álvaro integra a Rede das Aldeias do Xisto e deste conjunto habitacional destaca-se, além das casas solarengas, a capela da Misericórdia e Praia Fluvial de Álvaro. Avistada do alto da magistral paisagem que a circunda, parece uma alva muralha que guarda a passagem do rio. É uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto. Isto não significa que o material de construção predominante não seja o xisto. Apenas que a esmagadora maioria das fachadas dos edifícios está rebocada e pintada de branco, apresentando, aqui e ali, vãos de cores garridas. Com uma ampla extensão de água e um panorama envolvente de rara beleza, o local transmite uma grande tranquilidade e um contacto com a natureza em estado puro.​ Continuação para a Pampilhosa da Serra.​ Chegada ao Villa Pampilhosa Hotel 4****. Check in e distribuição de quartos.​ Jantar e alojamento no Hotel. ​
2º Dia – Pampilhosa da Serra / Janeiro de Baixo / Janeiro de Cima / Piodão / Benfeita / Lisboa
Após o pequeno almoço, saída em direção a Janeiro de Baixo. Abraçada pelo Zêzere. Rodeada por um conjunto harmonioso de serras, penedos e vales, albufeiras, rios e ribeiras que apetece explorar. Dentro da aldeia há todo um conjunto de pontos de interesse que nos prendem, desde o património religioso e arquitetónico, passando pelas recentes infraestruturas para acolher os visitantes, até à curiosa memória do “Tronco”, lugar onde antigamente se ferravam os animais. Continuação para Janeiro de Cima, junto às margens do sinuoso rio Zêzere, e inserida no projeto “Aldeias de Xisto” que pretende proteger, restaurar e difundir este Património Nacional. Está, pois, situada numa região de grande beleza natural, por entre montes, pinhais, férteis vales e locais históricos. A arquitetura tradicional de Janeiro de Cima denota a proximidade e influência do rio Zêzere. Algumas das casas têm as paredes construídas com grandes pedras extraídas do rio, sendo os intervalos preenchidos com barro e pedaços de xisto, apelidados de “lasquinhas”, que formam engraçados motivos geométricos. Diz-se que o topónimo deriva de um Senhor, provavelmente do século XVI ou XVII, dono de muitas terras e bens nas duas margens do Zêzere. Ao morrer, legou aos seus filhos, ambos de nome Januário, as suas terras. A uma, as terras na margem direita do rio, e a outro as da margem esquerda. ​ Continuação para Piodão e visita desta aldeia disposta de forma cadenciada sobre socalcos que escalam a Serra do Açor. Integra-se harmoniosamente na natureza que a rodeia e da qual parece fazer parte. As suas casas de aparelho de xisto e telhados de lousa, que se confundem com o piso irregular da rua e com as cores da serrania, são ligadas entre si por escadas que vencem os desníveis do terreno. No início da Idade Média o núcleo urbano situava-se no Casal de Piodam, num vale próximo da atual aldeia, mas a povoação acabaria por se transferir, devido à construção no local da abadia cisterciense dedicada a São Bernardo, da qual nada resta. Deslocados da sua terra, os habitantes estabeleceram-se na encosta sul da serra, provavelmente já no século XV, onde ao longo dos tempos foram construindo, socalco a socalco, esta aldeia serrana de beleza incomparável. O isolamento a que os difíceis acessos votaram Piódão ao longo dos séculos manteve o sabor medieval do traçado das suas ruas, pelo que vale a pena percorrer a pé as ruas íngremes, subir escadas e ladeiras, ao correr das casas de xisto entrecortadas pelas igrejas caiadas de branco. Ao voltar, traga consigo uma recordação típica da aldeia: licor de castanha, aguardente de mel ou uma miniatura em xisto de uma casa de Piódão. ​Almoço na Pousada de Piodão.​ Continuação para a Mata da Margaraça que está documentalmente referenciada desde a segunda metade do séc. XIII. Dela saiu madeira para o retábulo da Igreja da Sé Nova (Coimbra) e para a construção de uma antiga ponte sobre o Mondego, em Coimbra. No início do séc. XVIII também forneceu madeira para a construção do Convento de Santo António na AX Vila Cova do Alva. Atualmente é uma das mais notáveis florestas caducifólias existentes em Portugal. Seguiremos em direção à Fraga da Pena em plena Paisagem Protegida da Serra do Açor e que corresponde a um acidente geológico atravessado pela Barroca de Degrainhos, originando um conjunto de quedas de água sucessivas, com uma altura de 19 metros. ​ Continuação da visita por Benfeita uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto e a única no Mundo que exalta a paz com uma torre, um sino e um relógio, pois a torre sineira desta “aldeia branca” celebra o fim da II Guerra Mundial com 1620 badaladas todos os dias 7 de Maio. ​ Após a visita, regresso a Lisboa.​​

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