A Obra do Rei D. Manuel I: Arquitetura e Arte no Centro de Portugal

tryart

Com o Historiador Miguel Soromenho

Foi no reinado de D. Manuel I, o Venturoso, que se realizaram as mais importantes viagens que consolidaram as grandes navegações portuguesas iniciadas no começo do século XV. O conhecimento e a paixão pela corrente europeia do Renascimento, levaram-no a adaptá-la à realidade nacional, potenciando o desejo de desenvolver a cultura em Portugal, e, dado que admirava as artes e a música e era bastante religioso, D. Manuel I investiu boa parte da riqueza obtida pelo comércio para construir edifícios reais e assim nasceu em Portugal o estilo Manuelino, que se ostentou nos mais variados géneros de construção civil, militar e religiosos.

Esta viagem dá-lhe o privilégio de poder conhecer tais obras, na região centro do nosso país, e a vida de um dos nossos monarcas mais empreendedores, denominado Rei de Portugal e dos Algarves e que tinha influência sobre quatro continentes e três oceanos, com o testemunho de quem sabe… O historiador Miguel Soromenho e com o acompanhamento Tryvel.

Preço por Pessoa em Quarto Duplo

(Nº mínimo de 20 participantes)

560 €

Suplemento Ocupação Individual

80 €

 

Programa inclui:

  • Acompanhamento Tryvel durante toda a viagem e pelo Historiador e Conferencista Miguel Soromenho;
  • Circuito em Autocarro de turismo;
  • 1 noite de alojamento no Hotel dos Templários 4**** ou similar;
  • 1 noite de alojamento no Hotel Lis Batalha Mestre Afonso Henriques 4**** ou similar;
  • 5 Refeições durante todo o circuito ( 3 almoços + 2 jantares ) incluído bebidas às refeições;
  • Todas as visitas mencionadas no programa;
  • Audioguias;
  • Taxas Hoteleiras, de serviço e IVA;
  • Seguro de assistência em viagem;
  • Kit de viagem Covid 19.

 

Programa não inclui:

  • Gratificações (bagageiros, restaurantes, motorista e guia);
  • Bebidas fora das refeições;
  • Tudo o que não esteja mencionado como incluído de forma expressa;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.

 

INFORMAÇÕES | RESERVAS

PB – Telf. 215 927 076 | info@nulltryvel.pt

1º Dia - Lisboa / Tomar

09h15 Comparência do grupo no sector inferior do Parque Eduardo VII junto à rotunda do marquês de Pombal. 

09h30 Inicio do passeio em Lisboa com paragem para visita do exterior da Torre de Belém; Monumento Nacional e classificado como Património Mundial da UNESCO, este é um dos símbolos identitários da cidade de Lisboa e de Portugal no mundo, associa-se histórica e artisticamente ao Mosteiro dos Jerónimos e aos Descobrimentos Portugueses. Edificada, entre 1514 e 1519, sobre um afloramento basáltico, a alguma distância da margem norte do rio, conjuga dois modelos arquitetónicos distintos: a torre alta, ao modo de torre de menagem, de feição medieval; e o baluarte, um dispositivo militar moderno. Além da estrutura do edifício, é a sobrecarga ornamental, a decoração festiva na modalidade portuguesa de tardo-gótico “manuelino”, que denuncia a sua construção no reinado de D. Manuel I (1495-1521). A heráldica régia, obsessivamente presente, mistura-se com motivos ornamentais diversos como, por exemplo, cordas, nós e animais, não faltando elementos de alusão mourisca. Saliente-se a presença, na fachada sul da torre alta, da extensa varanda, uma loggia, pensada para acolher o aparatoso cerimonial de corte que, decerto, se intensificaria na chegada e na largada das embarcações. 

De seguida continuação para visita dos Mosteiros dos Jerónimos, obra-prima da arquitetura portuguesa do século XVI, Monumento Nacional e também Património Mundial da UNESCO desde 1983. O Mosteiro dos Jerónimos situa-se numa das zonas mais qualificadas de Lisboa, um cenário histórico e monumental junto ao rio Tejo, local de onde partiram as naus e caravelas no tempo das Descobertas que viriam a dar “novos mundos ao mundo”.  Ligado simbolicamente aos mais importantes momentos da memória nacional, o Mosteiro dos Jerónimos (ou Real Mosteiro de Santa Maria de Belém) foi fundado pelo rei D. Manuel I no início do século XVI. As obras iniciaram-se justamente no virar do século, lançando-se a primeira pedra na data simbólica de 6 de Janeiro (dia de Reis) de 1501 ou 1502. Doado aos monges Jerónimos, que aqui permaneceram até ao segundo quartel do século XIX, o Mosteiro dos Jerónimos é um verdadeiro “cântico” ao estilo manuelino pela profusão de elementos religiosos, náuticos e régios eternizados na pedra. O conjunto monástico conserva, ainda hoje, além da igreja manuelina, grande parte  das magníficas dependências conventuais que contribuíram para a sua fama internacional, incluindo o Claustro quinhentista,

Almoço em restaurante no Museu da Cerveja no Terreiro do Paço. 

Após o almoço, saída a pé para visita da Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha situa-se bem no coração da cosmopolita Lisboa, na Rua da Alfandega.  O edifício atual deriva da antiga Igreja da Conceição dos Freires, anterior 

templo destruído no grande terramoto de 1755 que assolou grande parte da cidade de Lisboa. Este templo anterior tinha origens na antiga sinagoga que foi cristianizada aquando a extinção da judiaria em 1496. Os danos causados pelo terramoto foram tais que os poucos bens que sobraram foram integrados na antiga Igreja da Misericórdia, que ficou então com a designação de “Conceição Velha”, passando então a da Misericórdia para o templo de São Roque.
Este edifício do século XVIII recebeu então muitos elementos do período Manuelino, como é visível na fachada profusamente decorada ao estilo Barroco, contudo albergando um largo número de elementos decorativos típicos do século XVI. O grande destaque da Igreja vai para o seu Portal Manuelino, representando Nossa Senhora da Misericórdia, parte integrante da anterior Igreja da Misericórdia, também destruída pelo terramoto.  No portal estão esculpidos a Imagem de Nossa Senhora da Misericórdia, figurando também o rei D. Manuel I, a Rainha D. Leonor e o Papa Leão X. Outra das riquezas da Igreja é a imagem de Nossa Senhora do Restelo, ofertado pelo Infante D. Henrique aos freires à Capela de Belém, onde oravam os navegadores antes de partirem nas suas conquistas Marítimas, por altura dos Descobrimentos Portugueses.

Findo a visita saída de Lisboa rumo a Tomar. Alojamento e Jantar no Hotel dos Templários 4**** em Tomar.

2º Dia - Tomar / Batalha

Pequeno Almoço e ‘check-out’. Na Reconquista Cristã, as terras de feudo de Tomar foram doadas por D. Afonso Henriques à Ordem dos Templários. Em 1160, o Grão-Mestre Templário Gualdim Pais funda a cidade de Tomar e inicia a construção do Castelo de Tomar e do Convento de Cristo, que se tornariam o Quartel-General da ordem religiosa militar, defensora desta terra de fronteira durante mais de cem anos.

Tomar guarda alguns dos maiores segredos da Ordem dos Templários. A ordem militar existiu durante cerca de dois séculos, até que foi extinta por ordem papal. Acontece que, em Portugal, a Ordem do Templo não foi bem extinta. Foi (engenhosamente) transformada na Ordem de Cristo. Esta foi a maneira que D. Dinis encontrou de salvaguardar o poder, o conhecimento e a riqueza que a ordem religiosa detinha em Portugal sem desobedecer ao papa.

Visita do Convento dos Cavaleiros de Cristo o monumento mais emblemático e Património Mundial da Humanidade UNESCO desde 1983, tesouro único que espelha sete séculos da história, não só de Portugal mas de todo o Ocidente. A arquitetura cruza elementos dos estilos Românico, Gótico, Manuelino, Renascentista, Maneirista e Barroco, e a ornamentação é verdadeiramente espantosa.

O Castelo de Tomar integra o grande conjunto arquitetónico e monumental do Convento de Cristo. Portanto, ao chegar ao alto da colina, as primeiras portas que transpomos são as das muralhas do Castelo de Tomar. Assim que a Ordem dos Templários tomou posse destas terras entre o Mondego e o Tejo, a construção do castelo com três linhas defensivas de muralhas foi prioritária.

Após a visita do castelo e do Convento de Cristo passamos pela Ermida de Nossa Senhora da Conceição do séc. XVI, considerada um dos mais puros exemplares do estilo Renascença em Portugal. 

Almoço no restaurante Chico Elias em Tomar.

Após o almoço continuação para a Batalha. Aqui visitaremos o seu Mosteiro de Santa Maria da Vitória, também designado Mosteiro da Batalha é, indiscutivelmente, uma das mais belas obras da arquitetura portuguesa e europeia. Este excecional conjunto arquitetónico resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei D. João I, em agradecimento pela vitória em Aljubarrota, batalha travada em 14 de Agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.   As obras prolongaram-se por mais de 150 anos, através de várias fases de construção constituindo hoje um excelente exemplo da evolução da arquitetura medieval até ao início do século XVI, desde a experiência inédita do tardo-gótico à profusão decorativa do manuelino. Este monumento nacional passou a integrar a lista do Patrimônio da Humanidade definida pela UNESCO, desde 1983.

Ao final da tarde alojamento no Hotel Lis Batalha Mestre Afonso Henriques 4****.  Jantar no Hotel.

3º Dia - Batalha / Alcobaça / Sintra / Lisboa

Pequeno almoço e ‘check-out’.

Visita logo pela manhã do Mosteiro de Alcobaça. Uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português, o Mosteiro de Alcobaça tornou-se a principal casa desta Ordem religiosa, graças a uma continuada política de proteção régia, iniciada pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. As dependências medievais ainda conservadas fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitetura portuguesa tendo sido o primeiro ensaio da arquitetura gótica em Portugal. Também é Monumento Nacional e classificado Património da Humanidade pela UNESCO, desde 1989.

Continuação para Sintra e almoço em restaurante.

Após o almoço, visita do Palácio Nacional de Sintra conhecido como o Palácio da Vila; O Paço de Sintra é pela primeira vez referido por Al-Bakrî, geógrafo árabe do século X, juntamente com o castelo que lhe faz face no alto da serra, hoje denominado Castelo dos Mouros. Em 1147, na sequência da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, dá-se a rendição dos almorávidas de Sintra, pondo fim a mais de três séculos de domínio muçulmano. Praticamente todos os reis e rainhas de Portugal habitaram o Palácio Nacional de Sintra por períodos mais ou menos prolongados, aqui deixando a sua marca e a memória das suas vivências. Ao longo do tempo, foi tomando diferentes formas e incorporando as tendências artísticas das várias épocas, apresentando, hoje, vários estilos arquitetónicos de que sobressaem os elementos góticos e manuelinos. É, também fortemente marcado pelo gosto mudéjar – simbiose entre a arte cristã e a arte muçulmana – patente nos exuberantes revestimentos azulejares hispano-mouriscos. A configuração atual do edifício resulta essencialmente das campanhas de obras promovidas nos reinados de D. Dinis, D. João I, D. Manuel I e D. João III. Com D. Manuel I (1469-1521), o Palácio recebeu os elementos decorativos que ainda hoje constituem a sua marca distintiva, nomeadamente, os revestimentos azulejares hispano-mouriscos. Acrescentou a imponente Sala dos Brasões, cuja cúpula ostenta as armas de D. Manuel, de seus filhos e de setenta e duas das mais importantes famílias da nobreza. A Ala Nascente data igualmente desta época.  No final do seu reinado, o Paço de Sintra era uma dos mais grandiosos palácios dos reis de Portugal, sendo as suas salas decoradas com ouro trazido dos territórios colonizados pelos portugueses.

Após a visita, regresso a Lisboa.