Feira do Fumeiro de Vinhais

  • Destino:
  • Duração: 4 dias
  • De: 04/02/2021
  • a: 07/02/2021
  • Preço: 595€

programa

Minimo de 20 participantes

Preço por Pessoa Quarto Duplo

€595

Suplemento Quarto Individual

€105

 

Programa inclui:

  • Acompanhamento por guia oficial durante toda a viagem;
  • Autocarro de turismo, com ar condicionado para todo o percurso;
  • 03 noites de alojamento com jantar (bebidas incluídas) e pequeno-almoço nos hotéis mencionados ou similares;
  • 04 almoços em restaurantes com bebidas incluídas;
  • Entradas: Museu do Douro em Peso da Régua, Museu militar, Região Flaviense e Ferroviário em Chaves, Museu do Azeite, Etnográfico e Arte Sacra em Vinhais, Torre de menagem e Museu Regional Abade Baçal em Bragança;
  • Parque Biológico de Vinhais;
  • Seguro Multiviagem;
  • Bolsa de documentação;
  • Todos os impostos aplicáveis;
  • Kit de Higiene e Segurança COVID19.

Programa não inclui:

  • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.

INFORMAÇÕES | RESERVAS
Carla Sousa | Telf.: 215 927 076 | carla.sousa@nulltryvel.pt

1ºDia - Lisboa / Peso da Régua / Chaves
Partida pelas 07h00 em autocarro privado com destino ao Peso da Régua. Paragem técnica durante o percurso. Chegada e visita do centro histórico da Régua, nomeadamente a Igreja Matriz, Capela do Cruzeiro e Museu do Douro (visita). Peso da Régua, conhecida por ser a capital da região demarcada que produz o célebre vinho do Porto. Não existem certezas das origens da localidade, mas pensa-se aqui ter existido uma casa Romana denominada “Villa Reguela”. Somente em 1756, Peso da Régua viria a sofrer maiores desenvolvimentos, aquando a criação pelo Marquês de Pombal da Real Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que instituiu a 1ª região demarcada de produção vitivinícola a nível mundial. Já em 1703, a região tinha sido privilegiada através do importante Tratado de Methwen, em prol da viticultura do Douro, tendo as plantações tomado um novo incremento. Constroem-se, então, os armazéns da Companhia, e elaboram-se as primeiras “feiras dos vinhos” que duravam oito dias e que estiveram na criação de vários estabelecimentos comerciais, hospedarias, casas de jogo e tantas outras mais valias que desenvolveram a localidade. Era, de Peso da Régua que partiam os típicos barcos rabelos, de madeira, que se aventuravam pelo rio Douro para transportar os barris de vinho até Vila Nova de Gaia, onde o vinho envelhecia nas caves. As paisagens naturais da região são, pois, lindíssimas e especiais, estando o Alto Douro classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, provendo panoramas espetaculares tanto observados do próprio Rio Douro, ou no alto, nos muitos miradouros da zona, destacando-se o de São Leonardo e o de Santo António do Loureiro. Almoço no restaurante Cacho D’Oiro. De tarde, continuação da viagem em direção a Chaves. Chegada a Chaves e visita panorâmica da Cidade. O acolhedor centro histórico e a área de lazer junto ao rio Tâmega são um convite a um passeio tranquilo. Iniciaremos a visita pelo Castelo, onde está instalado o Museu Militar (visita). No interior das muralhas, passearemos pelas Vias Augustas, um conjunto de ruas estreitas repletas de casas pintadas com cores vivas. Aqui perto encontra-se o Museu da Região Flaviense (visita), que apresenta um dos mais completos e interessantes espólios do mundo romano. Na ampla Praça de Camões poderemos observar a Igreja Matriz de Santa Maria Maior, de estilo românico, e logo ao lado a Igreja da Misericórdia, de estilo barroco. Continuaremos o percurso em direção ao ex-líbris de Chaves, a Ponte Romana sobre o rio Tâmega. Pelo caminho, não deixe de reparar nas poldras, uma passagem de pedras sobre o rio. Prosseguiremos em direção ao Forte de São Neutel, o Forte de São Francisco e o interessante Museu Ferroviário (visita). Chaves, também é conhecida pelas suas águas quentes. Continuação da visita ao parque termal. Situado numa das extremidades do Jardim do Tabolado. Sente-se ao lado da buvete e beba um copo de água quente. A água sai da nascente à temperatura de 73 graus, pelo que deve deixá-la arrefecer durante alguns minutos. Check-in no Hotel Forte de S. Francisco 4* ou similar. Jantar e alojamento.
2ºDia - Chaves / Vinhais / Bragança
Pequeno-almoço e saída em direção a Vinhais para visita da bonita Vila que se situa na fronteira com Espanha. O concelho deve o seu nome, segundo alguns historiadores, à produção de vinho, atividade principal do concelho, “terra de vinhas e vinhedos”. A sua carta de foral foi atribuída em 1253 por D.Afonso III, outorgada por D.Manuel I em 1512. Local estratégico de defesa e controlo fronteiriço, Vinhais foi um centro marcante nas diversas lutas que se sucederam ao longo de séculos, com papel de relevo em importantes episódios históricos. É hoje um significante polo dinamizado pelas atividades ligadas à agricultura, natureza, gastronomia e pequena e média indústria, com particular destaque para produtos como a castanha e o porco bísaro. Com uma vasta ligação às tradições e festas, tem na Feira do Fumeiro a sua referência, recebendo milhares de visitantes todos os anos. Prosseguiremos para o Parque Biológico de Vinhais (visita), situado em pleno Parque Natural de Montesinho, onde a natureza assume um papel principal no desenvolvimento de um imenso leque de atividades, a desenrolar em diversos locais da região. Foi instalado pela Câmara Municipal de Vinhais no Viveiro Florestal de Prada, local incluído no Perímetro Florestal da Serra da Coroa, a escassos 3km do centro de Vinhais. A vegetação da área envolvente é dominada pelos bosques de carvalhais, presentes em grande parte do território. No entanto, as margens das linhas de água e o fundo dos vales são ocupados por amiais ripícolas, salgueirais arbóreos de amieiro, salgueiro-negro, sanguinho-de-água e feto-real. Nas encostas os urzais, urzais-tojais e tojais, bem como os giestais em solos mais profundos cobrem a paisagem não agricultada. O carácter muito particular e complexo da geologia da área de implantação do Parque (maciço ultrabásico Bragança-Vinhais) determina também uma flora e vegetação muito características. Para além da beleza natural, Vinhais oferece um vasto conjunto de sítios de interesse, onde destacamos o Museu de Arte-Sacra (visita), o Museu do Azeite (visita) e o Museu Etnográfico (visita). Almoço no restaurante Dom Roberto em Gimonde para degustar a famosa “Posta Mirandesa”. Tarde livre para visita á Feira do Fumeiro de Vinhais. Em hora a combinar localmente prosseguiremos em direção a Bragança. Jantar e alojamento no Hotel S. Lázaro 3* ou similar.
3ºDia - Bragança / Aldeia comunitária de Rio Onor / Parque Natural de Montesinho / Bragança
Pequeno-almoço e saída em direção à Aldeia Comunitária do Rio Onor. Está inserida no Parque Natural de Montesinho, concelho de Bragança, sendo atravessada pela fronteira com Espanha. De um lado, Rio de Onor, do outro, Rihonor de Castilla. Esta aldeia comunitária é uma das mais bem preservadas do Parque Natural de Montesinho, com casas típicas serranas em xisto com varandas alpendradas, muito bem recuperadas. A aldeia raiana é atravessada pelo rio Onor, também conhecido como rio Contensa, e a sua praia fluvial convida a momentos de descanso, junto às águas límpidas do rio. Em rio de Onor, iremos percorrer a Ponte Romana, a Igreja Matriz, o forno, a forja e os moinhos comunitários. Continuaremos pelas aldeias de Baçal, Sacoias, Aveleda e Varge. Destacamos também o artesanato típico da aldeia que engloba peças de cestaria e carpintaria e na gastronomia destacam-se os saborosos enchidos. Regresso a Bragança. Almoço no Solar Bragançano. De tarde, visita da cidade de Bragança. Cidadela de Bragança, recinto fortificado, em que se destacam as muralhas do castelo, povoado tão próximo da fronteira, daí que se tenha construído uma linha defensiva, ainda no reinado de D. Sancho I. D. Dinis, nos fins do séc. XIII, teria mandado construir o primeiro castelo, afirmando-se, assim, a importância do aglomerado. Em 1377, reinava D. Fernando, a vila já estava totalmente cercada – a fonte d’el rei e “poço do rei”. Entretanto, e já no reinado de D. Afonso V, no lado norte da muralha, ergue-se a Torre da Princesa, que fazia parte da alcáçova e, conta-nos uma lenda, que foi prisão de uma princesa cristã, para impedir o seu casamento com um ilustre mouro. Continuação pela Torre de Menagem (visita), a “Municipalis”, monumento singular da arquitetura românica civil, um exemplar arquitetónico eloquente do período tardo medieval, constituída por dois espaços distintos. As denominações primitivas -“cisterna”, “sala de água” indicam que os objetivos, que presidiram à edificação, teriam sido, primordialmente, de ordem utilitária. Prosseguiremos a visita à Igreja Santa Maria, tendo sido construída no Séc.XVI, pela Igreja de S. Vicente, enquadrada inicialmente no estilo românico, sofreu remodelações e ampliações entre os séc. XVI e XVIII. Diz a lenda que foi nela que casaram Dom Pedro I e Dona Inês de Castro. De seguida visitaremos a Igreja da Misericórdia, Igreja construída em 1539. O altar-mor recebeu, em finais do séc. XVII, um retábulo maneirista de grande valor, tendo como figura central Nossa Senhora da Misericórdia. Continuaremos pelo Museu Abade Baçal (visita). Com a transferência da Sé para Bragança (1764), o edifício é sujeito a profundas alterações e acrescentos. Já antes, com o bispo D. João de Sousa Carvalho, no fim do seu episcopado (1716-37), se tinham realizado importantes obras. Foi Paço Episcopal até 1912. O Museu Municipal, para ter mais largueza, é instalado, por esta altura, nas salas do primeiro andar. Em 1935 passa a designar-se por “Museu Regional do Abade de Baçal”. Entre 1937-40, enobrece-se o edifício. Decorre um período de grande atividade, visando o enriquecimento e valorização do espólio e o Museu constitui-se, mesmo, como um polo de dinamização cultural, reunindo um conjunto eclético de coleções, com obras de grande valor documental, artístico e histórico. Jantar e alojamento no hotel S. Lázaro.
4ºDia - Bragança / Macedo de Cavaleiros / Mirandela / Lisboa
Pequeno–almoço. Saída em direção a Macedo de Cavaleiros, Chegada e visita à Casa dos Caretos em Podence (visita). Os Caretos representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence em Macedo de Cavaleiros. Interrompendo os longos silêncios de cada inverno, como que saindo secretos e imprevisíveis dos recantos de Podence, surgem silvando os Caretos e seus frenéticos chocalhos bem cruzados nas franjas coloridas de grossas mantas. Prosseguiremos em direção à Barragem do Azibo. A Albufeira do Azibo é formada por 3 linhas de água – o Rio Azibo (13Km), e as Ribeiras do Azibeiro (7,3Km) e do Reguengo (7,8Km) – e faz parte da bacia hidrográfica do Rio Sabor, e este por sua vez, da do Rio Douro. O NE transmontano, onde se insere a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, é descrito como uma zona de grande complexidade geológica. Almoço no Restaurante, O Montanhês. De tarde, continuação até Mirandela. Chegada e visita da cidade. Mirandela é uma bonita cidade situada nas margens do rio Tua. Aqui encontram-se os melhores valores arquitetónicos do concelho, como o Palácio dos Távoras, imponente construção nobre reedificada no século XVII, o Palácio dos Condes de Vinhais. De referir ainda a cerca muralhada da qual resta apenas a Porta de Sto. António, a ponte velha continua a constituir uma incógnita quanto à data de construção. Em todo o concelho também existem vestígios de povoamentos pré-históricos, bem documentados por monumentos megalíticos e diversos castros. Regresso a Lisboa, com realização de paragem técnica durante o percurso.

programa