Parque Natural da Serra de São Mamede

  • Destino:
  • Duração: 2 dias
  • De: 07/05/2022
  • a: 08/05/2022
  • Preço: 275€
Parque Natural da Serra de São Mamede

O Alentejo é sempre associado às vastas planícies, aos montados, e às paisagens costeiras da Costa Vicentina, mas o Alentejo é muito mais! No Parque Natural da Serra de São Mamede, a planície seca dá lugar a surpreendentes serrados e verdejantes vales por onde deslizam exuberantes ribeiras. Um oásis no centro de Portugal!

O património natural da Serra de São Mamede, repleta de flora e fauna únicas conferem um ambiente natural de excelência. Entre escarpas de granito, xisto e calcário, afloramentos rochosos e suaves vales. Aqui escondem-se cascatas que julgamos inacreditáveis no Alentejo e uma mão cheia de fantásticos trilhos pedestres.

Para além do Património Natural existe ainda o Património Histórico no qual podemos ver ruínas de cidades, pontes romanas, vilas medievais e imponentes castelos.

A somar a tudo isto, a excelente gastronomia alentejana e a arte de bem receber das suas gentes faz do Parque Natural da Serra da Serra de São Mamede um dos melhores destinos para uma escapadinha na natureza.

Preço por Pessoa Quarto Duplo

(mínimo de 20 participantes)

275 €

Suplemento Quarto Individual

30 €

 

Programa inclui:

  • Acompanhamento durante toda a viagem por um guia oficial;
  • Autocarro de turismo, com ar condicionado, para o percurso mencionado;
  • Alojamento no hotel selecionado ou similar:
  • Todas as refeições mencionadas no itinerário, num total de 3 (com bebidas);
  • Todas as visitas mencionadas no itinerário, com entradas no seu interior, de acordo com o programa;
  • Seguro de viagem;
  • Taxas hoteleiras e de serviço, bem como IVA;
  • Bolsa de documentação contendo informação sobre os locais a visitar;
  • Áudio-guias durante todo o percurso;
  • Kit de higienização.

 

Programa não inclui:

  • Quaisquer serviços que não se encontrem devidamente mencionados no presente itinerário e extras de carácter pessoal (ex. telefonemas, bar, mini-bar, lavandaria, etc.);
  • Gratificações a guias e motorista.

 

INFORMAÇÕES | RESERVAS
CS – Telf. 215 927 076 | info@nulltryvel.pt

Programa, preços e condições sujeitos a alterações.

1º Dia - Lisboa / Portalegre / Alegrete / Pego do Inferno / Cascata da Cabroeira / Cascata de São Julião / Pico de São Mamede / Portalegre

De manhã cedo, partida de Lisboa com destino a Portalegre de onde iniciamos o nosso roteiro pelo Parque Natural da Serra de São Mamede. A primeira paragem do dia é na aldeia serrana de Alegrete, que se encontra inserida em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede. O principal local de interesse desta castiça aldeia alentejana é o seu altaneiro Castelo, que foi outrora uma das mais importantes fortificações da zona raiana do Alto Alentejo.  Alegrete visitada, está na hora de ir almoçar no Restaurante Lareira da Serra. Partimos agora para conhecer a primeira cascata do roteiro pela Serra de São Mamede. Estamos a falar da fantástica Cascata do Pego do Inferno, que é alimentada pelas águas da ribeira de Arronches. Para lá chegar percorre-se um trilho que não demora mais que uns 5 minutos. 

Visitada a Cascata, continuamos para a Cascata da Cabroeira, quase na fronteira com a Espanha. São cerca de 2 kms de caminhada, uma pequena caça ao tesouro, mas cujo esforço é bem recompensado pois esta é uma das cascatas mais imponentes da Serra de São Mamede. Da Cascata da Cabroeira, continuamos para a Cascata de São Julião. De todas as cascatas da Serra de São Mamede é a que tem a localização mais idílica. Fica escondida num frondoso vale por onde corre o rio Xévora. As suas quedas de água, vão formando lagoas, onde no Verão é possível tomar banho. Cascatas visitadas, partimos até ao miradouro do Pico da Serra de São Mamede, o ponto mais alto do nosso roteiro para visitar o Parque Natural da Serra de São Mamede. O miradouro está situado a 1025 metros de altitude o que faz dele o ponto mais elevado de Portugal Continental a sul do rio Tejo. As paisagens são deslumbrantes. Do miradouro do Pico da Serra de São Mamede têm-se vistas para as vilas de Castelo de Vide e Marvão e bem ao longe em dias de céu limpo avistam-se as distantes Serras da Estrela e Gardunha. Terminamos o primeiro dia do roteiro pelo Parque Natural da Serra de São Mamede onde começamos, ou seja, em Portalegre. 

Chegada ao Hotel José Régio 4****. Check in, jantar e alojamento.

2º Dia - Portalegre / Portagem / Marvão / Ammaia / Castelo de Vide / Lisboa

Após o pequeno almoço, visita da cidade com destaque para a visita do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino. O museu foi criado em 2001 e é um espaço dedicado à apresentação, conservação e estudo deste singular património artístico que homenageou a ação empreendedora de Guy Fino, fundador da Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. Instalado na antiga casa nobre Castel-Branco, remodelada com uma solução arquitetónica inovadora e harmoniosa, a sua criação contou com o apoio do Instituto Português de Museus e da Manufatura de Tapeçaria de Portalegre, que doou um conjunto significativo de peças. Para além da exposição permanente, o museu integra um espaço para exposições temporárias, destinado a iniciativas ligadas à temática da tapeçaria e às Artes Plásticas, tornando-se acima de tudo um museu de Arte Contemporânea. Nas exposições temporárias procura-se mostrar influências e testemunhos dos vários artistas nacionais e estrangeiros que utilizaram as tapeçarias de Portalegre como um suporte particular da sua expressão artística, ilustrando desta forma o percurso produtivo da Manufatura desde o seu início (nos anos 40 do séc. XX até ao presente). Podem ver-se, entre muitas outras, reproduções das obras de Júlio Pomar, Lima de Freitas, Maria Keil, Vieira da Silva, Almada Negreiros, Fred Kradolfer, Costa Pinheiro, Eduardo Nery, Arpad Szenes e José de Guimarães. Continuação para visita da Sé Catedral criada no século XVI consagrada a Nossa Senhora da Assunção. As obras foram iniciadas em 1556 com projeto de Afonso Álvares e a última pedra, o remate da abóbada, foi colocada em 1575. Criado num estilo renascentista tardio, o templo sofreu alterações entre 1737 e 1798, já em estilo barroco, como se observa desde logo no trabalho da pedra dos pórticos na fachada e nas torres sineiras. Continuação da visita à Casa Museu do Poeta José Régio. Foi instalada naquela que foi a habitação de José Régio durante 34 anos. Em 1965 vende a sua coleção à Câmara Municipal de Portalegre com a condição desta adquirir a casa, restaurar e transformar em Museu. Ficaria com o usufruto e só à sua morte este passaria para a Câmara. As coleções estão distribuídas por 17 salas de exposição permanente e por uma sala de reservas, em dois pisos. Este espólio resultou do gosto, de José Régio, pelas antiguidades pelo colecionismo que segundo diz, nasceu-lhe cedo por influência do seu avô. Mas foi no Alentejo que se ampliou e desenvolveu. A região era fértil e rapidamente se espalhou que havia um professor de Liceu que gostava e comprava coisas velhas. Começou por ser um passatempo, uma mania, mas depressa se transforma numa atividade regular, num vício. Compra, vende e troca.  Podem ver-se os estanhos, os cobres, e na cozinha os ferros forjados e outras curiosidades do artesanato alentejano sem poder deixar de referir a coleção de arte sacra. Os Cristos, a sua grande coleção, nas mais diversas apresentações e representações são, essencialmente, em madeira e de arte popular. 

Não resisto a transcrever um trecho da célebre Toada de Portalegre da autoria do Poeta:

Daquela

Minha

Janela,

Em Portalegre, cidade

Do Alto Alentejo, cercada

De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros

Na casa em que morei, velha,

Cheia dos maus e bons cheiros

Das casas que têm história,

Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória

De antigas gentes e traças,

Cheia de sol nas vidraças

E de escuro nos recantos,

Cheia de medo e sossego,

De silêncios e de espantos,

À qual quis como se fora

Tão feita ao gosto de outrora

Como ao do meu aconchego…

De Portalegre continuamos pela Serra de São Mamede rumando até Portagem, um pitoresco lugarejo na margem do rio Sever e onde vamos almoçar na maravilhosa esplanada do Restaurante Sever com vista para o Castelo de Marvão. Escusado será dizer que um dos locais de visita obrigatória em Portagem é a sua Ponte Romana de Portagem. Sua vizinha, ergue-se a Torre Militar Medieval, que servia de pórtico para o pagamento da dita portagem. Reza a lenda que ganhou este nome devido ao facto dos Judeus, expulsos de Espanha durante a inquisição imposta pelos Reis Católicos, terem de pagar uma portagem para atravessar a ponte sobre o rio Sever, que na altura marcava a entrada em Portugal. Após o almoço, visita da altaneira vila de Marvão, uma das maiores pérolas do nosso Alentejo. Situa-se a mais de 800 metros de altura e diz-se que daqui “se vêm as águias pelas costas”! Do alto do seu castelo, vê-se a maravilhosa paisagem da Serra de São Mamede. A perder de vista… De tirar o fôlego … Passeio pelas ruas sinuosas, por entre o casario branco da vila medieval, cingida por muralhas e torres, os seus recantos pitorescos, as portas e arcadas góticas, os detalhes de estilo manuelino e as varandas de ferro forjado. Daqui viajamos no tempo até  São Salvador de Aramenha para visitar as ruínas da cidade Romana de Ammaia, um dos locais arqueológicos mais surpreendentes do Parque Natural da Serra de São Mamede. Ammaia foi uma das maiores cidades romanas do Alentejo no século I d.C. e, apesar te já ter sida classificada como Monumento Nacional em 1949, só a partir de 1994 é que foram aprofundados os trabalhos de investigação arqueológica das suas ruínas. Os principais pontos de interesse do complexo da cidade romana de Ammaia são a área da Porta Sul da cidade, onde se encontram as ruínas das antigas torres defensivas da muralha romana, as ruínas do Templo Romano, o Forúm Romano e as suas incontornáveis termas. Continuação do roteiro pelo Parque Natural da Serra de São Mamede com uma visita à apaixonante vila medieval de Castelo de Vide. No troço que liga a Portagem a Castelo de Vide, passa-se pelo Túnel das Árvores. É um conjunto de freixos centenários cujo parte dos troncos estão pintados de branco e que fazem daquele pequeno percurso, um encanto. Esta vila cercada por mais de dois quilómetros de muralhas, cobre as encostas dum monte coroado por um castelo. A fortificação em tons ocres está rodeada de casario branco que se destaca na paisagem e contrasta com a vegetação ao redor. O ambiente romântico da vila, os seus jardins verdejantes e fontanários, a vegetação aliada ao clima ameno e a sua localização no Parque Natural da Serra de São Mamede, tornaram-na conhecida como “Sintra do Alentejo”. Visita da vila pela rua principal que termina numa rua de pedras, onde há uma fonte de mármore tranquila e becos sinuosos da Judiaria – antigo bairro judeu que remonta ao século XIV. A expulsão dos judeus em Espanha, por parte dos Reis Católicos nos finais do século XV, levou ao crescimento significativo da Judiaria – já que fica perto da fronteira espanhola. Aqui residiu a família de Garcia de Orta, escritor, pioneiro, sobre os assuntos de botânica e medicina – e que veio a morrer em Goa (Índia).  Continuação da visita pela íngreme Rua da Fonte, passando por casas de portas e janelas góticas, e um olhar atento descortina a Sinagoga mais antiga em Portugal. Do lado de fora não se parece diferente das restantes casas, é o edifício de esquina – Sinagogas de exterior simples são típicas em Portugal. Daqui seguimos para o Castelo medieval, erguido por ordem de Dom Dinis (século XIII), mas que só viria a ser concluído no reinado do seu filho Dom Afonso IV. Após a visita da vila e antes de regressar a Lisboa subida ainda até à Ermida de Nossa Senhora da Penha, situada na Serra de São Paulo mesmo em frente a castelo de Vide e de onde as vistas para a vila e arredores são soberbas! Continuação da viagem de regresso a Lisboa onde chegaremos ao final da tarde.