Rota dos Castelos

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Quarto Duplo

495€

Suplemento Quarto Individual

130€

 

Programa inclui:

  • Acompanhamento durante toda a viagem por um guia oficial;
  • Autocarro de turismo, com ar condicionado, para o percurso mencionado;
  • Alojamento no hotel selecionado ou similar:
  • Todas as refeições mencionadas no itinerário, num total de 5 (com bebidas);
  • Todas as visitas mencionadas no itinerário, com entradas no seu interior, de acordo com o programa: Castelo de Sortelha, Castelo do Sabugal, Museu do Sabugal, castelo de Alfaiates, 1 núcleo do Parque Arqueológico de Foz Coa e Museu, Castelo de Almeida, ruínas do Castelo de Vila do Touro, Sé da Guarda, Museu da Guarda, Bairro Judeu;
  • Taxas hoteleiras e de serviço, bem como IVA;
  • Bolsa de documentação contendo informação sobre os locais a visitar;
  • Áudio-guias durante todo o percurso;
  • Kit de Higiene e Segurança COVID19

Programa não inclui:

  • Quaisquer serviços que não se encontrem devidamente mencionados no presente itinerário e extras de carácter pessoal (ex. telefonemas, bar, mini-bar, lavandaria, etc.);
  • Gratificações a guias e motorista.

INFORMAÇÕES | RESERVAS
Carla Sousa| Telf.: 215 927 076 | carla.sousa@nulltryvel.pt

Programa, preços e condições sujeitos a alterações.

1º Dia – Lisboa / Sortelha /Sabugal/ Rapoula do Côa

Partida de Lisboa rumo a Sortelha (paragens técnicas no percurso). Visita de Sortelha que se localiza num cabeço granítico, inacessível pela vertente Sul. Integra o núcleo urbano da Aldeia Histórica, cercada pela linha muralhada. O castelo ocupa o local mais elevado no cimo de um penhasco isolado. Em 1228, teve carta de foral (D. Sancho II) sendo essa a data provável da edificação do castelo. Em 1510, o foral foi renovado por D. Manuel e em 1527, foi elevado a cabeça de condado por D. João III a favor de Luís da Silveira, Guarda-mor do rei. Este é um castelo de montanha, românico e gótico, com intervenção manuelina. O perímetro urbano é de traçado ovalado irregular. A Cidadela está situada no lado exterior da cerca, com a Torre de Menagem, de planta quadrada no centro do recinto. O perímetro urbano muralhado possui quatro portas: a Porta da Vila, a Porta Nova, a Porta Falsa, a Noroeste, outra Porta Falsa a Sul, junto ao castelo. Continuação para o Sabugal. Almoço no Restaurante O Robalo.

O Castelo do Sabugal situa-se em local sobranceiro ao Rio Côa tendo pertencido ao reino de Leão. Em 1175, pertencia ao concelho de Ciudad Rodrigo mas em 1190, D. Afonso IX de Leão funda o concelho do Sabugal e teria mandado edificar o castelo. Em 1296, D. Dinis dá-lhe carta de foral e no ano seguinte, na sequência do Tratado de Alcañices, passa a integrar o território português. Em 1303, concluem-se importantes obras no castelo sob a direção de Frei Pedro, do Mosteiro de Alcobaça e em 1515, o foral é renovado por D. Manuel. De 1641 datam outras obras de beneficiação incluindo a Torre do Relógio. Em 1811, o castelo é base de apoio às tropas luso-britânicas no combate à terceira invasão francesa, do General Massena. Em 1846, inicia-se a demolição progressiva da cintura muralhada. É de arquitetura militar, gótica.  A cintura exterior é de traçado pentagonal irregular e a interior tem 5 torres de planta quadrada. O castelo tem afinidades com os de Beja, Estremoz e Montalegre.

Visita do Castelo e do Museu Municipal onde se conta a história da ocupação do Homem nas terras de Riba Côa ao longo dos séculos, através de uma exposição permanente de cariz arqueológico, com objetos recolhidos no concelho do Sabugal.

Continuação para Alfaiates para visita do seu castelo. Situa-se em local planáltico, delimitado por terreiro e com construções rústicas adoçadas a dois alçados. Teve provável origem no séc. XIII com concessão de Carta de Foros e Costumes por Afonso X de Leão e então designado por Castillo de la Luna. Em 1297 passou a integrar o território português na sequência do Tratado de Alcañices. O foral foi renovado em 1515 por D. Manuel. Quando das invasões francesas (1811) o castelo desempenhou importante papel; em 1836, o estatuto concelhio foi extinto e, posteriormente, houve a sua transformação em cemitério, com colocação de Cruz e pináculos no alçado principal. A sua tipologia é românica-gótica de planta quadrada. A arquitetura é militar, tendo a cidadela dupla cintura de muralhas, encontrando-se a cintura interna parcialmente ruída. Após a visita continuação para Rapoula do Côa. Chegada e check in no Cró Hotel Rural 4****.  Jantar buffet e alojamento no hotel.

2º Dia – Rapoula do Côa/Vila N. Foz Côa/ Almeida/ Rapoula do Côa

Após o pequeno almoço no hotel, saída em direção a Vila Nova de Foz Côa para visita de dois dos núcleos de Gravuras Rupestres do Parque Arqueológico de Foz Côa, local protegido conhecido por deter uma das maiores e mais importantes coleções de arte paleolítica da Europa. Desde a sua descoberta em 1991, mais de 20 grupos de rochas com gravuras de seres humanos e de elementos naturais foram descobertos no Vale do Côa – uma magnífica representação das primeiras habilidades artísticas do Homem. O património mundial enriqueceu-se em 1994 com o achado do maior complexo de arte rupestre do paleolítico ao ar livre conhecido até hoje. Há 20 000 anos, o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Coa.

Declarada a suspensão da barragem pelo Governo que acedeu ao poder em outubro de 1995, em breve o Vale do Côa, com os diversos “sítios” entretanto identificados ao longo de 17 quilómetros, recebia a classificação de monumento nacional. Segundo os entendidos, ali se encontrava o maior museu ao ar livre do Paleolítico, de todo o mundo. E a importância de tais achados chegou depois ao conhecimento da UNESCO, que não demorou a considerá-los Património Cultural da Humanidade. Desde agosto de 1996 que o Parque Arqueológico do Vale do Coa organiza visitas a alguns núcleos de gravuras. Visita de um dos núcleos arqueológicos (Núcleo da Penascosa) e do Museu e almoço no Restaurante Museu do Côa. De tarde, continuação da viagem para visita de Almeida que se destaca a 760 m de altitude numa zona planáltica sobranceira ao vale do rio Côa envolvendo a Vila de Almeida,  Aldeia Histórica, que deve a sua atual construção a Pedro Gilles de São Paulo no séc. XVII, e a Miguel Luís Jacob no séc. XVIII. Depois de um primitivo castelo muçulmano, a história desta Vila remonta ao início da nacionalidade portuguesa, tendo, entre 1156 e 1190 alternado entre a posse leonesa e portuguesa. Em 1296, D. Dinis reconquista-a, concede-lhe foral e reedifica a castelo. A posse portuguesa é legitimada pelo Tratado de Alcañices. D. Manuel renova esse foral em 1510. Em 1641 D. Álvaro de Abranches manda construir a fortaleza. Em 1810, o general francês Massena cercou a Vila e numa madrugada de agosto abriu fogo. O paiol explodiu matando mais de 500 soldados e levando a fortaleza a render-se. A tipologia da fortaleza é de arquitetura militar. A planta é hexagonal constituída por seis baluartes e respetivos revelins e cortinas. Está cercada por fosso e possui um perímetro de 2500m. Constitui uma das melhores fortalezas, estilo Vauban, do mundo. Comunica com o exterior através das Portas de S. Francisco (ou da Cruz), a Sul e de Santo Castelo. Do castelo ainda subsistem as fundações de planta quadrada irregular.

Após a visita, regresso ao Hotel. Jantar buffet e alojamento no hotel.

3º Dia – Rapoula do Côa/ Vila do Touro/ Guarda / Lisboa

Após o pequeno almoço, check out e saída do hotel para visita do Castelo de Vila do Touro, um dos cinco castelos erguidos no Concelho, além dos de Alfaiates, Vilar Maior, Sabugal e Sortelha. À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a região foi conquistada pela Coroa de Portugal em fins do século XII. À época, os seus domínios foram doados pelo concelho da Guarda à Ordem dos Templário, a quem se atribui o estabelecimento da povoação, que veio a constituir termo próprio. Lindeiro ao reino de Leão, sob o reinado de Afonso II de Portugal (1211-1223), visando incentivar o seu povoamento e defesa, o Mestre da Ordem, D. Pedro Alvito, concedeu à povoação o seu foral (1 de dezembro de 1220). Embora não haja informações complementares (acredita-se que seja contemporâneo do Castelo de Castelo Mendo), datará desse período o início da construção da sua defesa: povoação raiana, a sua fortificação era fronteira à iniciada em Caria Talaya, na margem oposta do rio Côa, em território do reino de Leão, hoje a atual freguesia de Ruvina, em território português. A defesa casteleira, entretanto, aparentemente não passou da construção de muralhas, uma vez que se sucedeu conflito pela posse de terras na região, entre a Ordem e o Concelho da Guarda, que se opunha à criação do Concelho da Vila do Touro. Sob o reinado de Dinis de Portugal (1279-1325), com a assinatura do Tratado de Alcanizes (1297), a Vila do Touro perdeu o seu caráter fronteiriço e, consequentemente, a sua importância estratégica. Esse motivo, somado à extinção da Ordem do Templo (1319), levou a que a fortificação jamais fosse concluída, resumindo-se ao circuito de muralhas. O soberano não confirmou o foral à vila e nem concedeu atenção à sua defesa, que mergulhou no esquecimento, embora tenha se mantido sede de Concelho entre o início do século XIII e o início do século XIX. A primitiva Igreja Matriz, templária, sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção, passou para a Ordem de Cristo. D. Manuel I de Portugal (1495-1521) concedeu-lhe o Foral Novo (1510), mas a sua fortificação continuou mergulhada no esquecimento. O conselho de Vila do Touro foi extinto durante as Reformas Liberais em 1836, juntamente com o de Alfaiates. À época da Guerra da Restauração, os moradores da vila ergueram um reduto para a própria defesa. As ruínas da cerca medieval não se encontram classificadas pelo património português. Atualmente, encontram-se em mau estado de conservação, com uma porta, em arco gótico, desmoronando, sendo identificáveis alguns troços e blocos das antigas muralhas, a Norte e a Oeste, encobertos pela vegetação. No recinto da praça de armas, existem diversos pedregulhos. Património templário, reclamam um estudo mais aprofundado, inclusive de pesquisa arqueológica. Após a visita, continuação para a cidade da Guarda, um destino inesquecível onde os monumentos históricos o conduzem aos primórdios da nação. Fundada no século XII pelo segundo rei de Portugal, D. Sancho I, a Guarda insere-se na paisagem montanhosa da Serra da Estrela e é considerada a cidade mais elevada do país, impondo-se a uma impressionante altura de 1056 metros. Conhecida pelo seu importante papel durante a Idade Média, Guarda ainda mantém muitos dos seus colossais castelos que outrora fortificaram o país. Estes podem ser visitados em vilas como Figueira do Castelo, Pinhel e Almeida, assim como o Castelo do Sabugal e o Castelo de Sortelha, símbolos máximos do estilo de inspiração militar que caracteriza estas estruturas monumentais. Visita da Sé Catedral que é o principal símbolo do distrito. Embora a sua construção tenha sido iniciada em finais do século XII, no reinado de D. João I, a catedral foi apenas concluída no século XVI. Devido ao longo período de construção do edifício, o monumento apresenta uma combinação de arquitetura gótica e manuelina. No século XIX, o arquiteto português Rosendo Carvalheira restaurou partes da catedral – um dos melhores trabalhos revivalistas realizado no país. Continuação para a visita do Museu da Guarda que foi organizado em várias secções e temáticas, desde a geografia e economia aos trajes tradicionais, arte e artesanato regionais.  Este museu incide sobre o património histórico deste notável distrito. Após a visita, continuação para o Bairro Judeu. Durante a Idade Média a Guarda acolheu uma comunidade judaica que contribuiu amplamente para o desenvolvimento económico e social da região. No século XV, os judeus portugueses tornaram-se vítimas de perseguição feroz da Inquisição, tendo sido forçados a converter-se ao Catolicismo ou a abandonar o país. Passeio pelas suas ruelas calcetadas e silenciosas com casas baixas e observe os vestígios de muralhas medievais e passagens estreitas que parecem conduzir ao passado.

Após as visitas, almoço em restaurante.

De tarde, continuação da viagem para Lisboa. Paragens técnica durante o percurso.

Chegada a Lisboa pelo final da tarde.

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