programa
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Minimo de 20 participantes Preço por Pessoa |
€125 |
Programa inclui:
Programa não inclui:
INFORMAÇÕES | RESERVAS
Tânia Borges | Telf.: 215 927 076 | tania.borges@nulltryvel.pt
Em hora e local a informar, partida em autocarro privado com destino a Setúbal. Chegada e início do passeio de barco pelo Sado. Entre o canal de Alcácer do Sal e a baía de Setúbal, onde o Sado encontra o Oceano Atlântico, a Reserva Natural do Estuário do Sado apresenta, para além de uma beleza arrebatadora, uma grande diversidade de paisagens e uma riqueza natural única, servindo de refúgio a centenas de espécies animais que ali encontram segurança e alimento. A presença humana data de, pelo menos, há cinco mil anos e deixou na região um relevante património construído, quer se fale do palácio da Herdade do Pinheiro, dos fornos romanos, da feitoria fenícia de Abul, das cabanas de colmo da Carrasqueira ou do cais palafítico aí construído e único na Europa.
Almoço em restaurante.
De tarde, visita à Quinta da Bacalhoa com prova de vinhos. A arquitectura, a decoração e os jardins do Palácio foram influenciados ao longo dos séculos pelos diferentes proprietários, inspirados pelas suas viagens através da Europa, da África e do Oriente, contribuindo assim para o transformar numa jóia única. Considerada a mais bela quinta da primeira metade do século XV ainda existente em Portugal, a Quinta da Bacalhôa é uma antiga propriedade da Casa Real Portuguesa. Localizados em Azeitão, a Quinta e o famoso Palácio da Bacalhôa constituem um monumento artístico da maior relevância para o País.
No século XIV, a propriedade pertenceu, como quinta de recreio, a João, Infante de Portugal, filho do Rei D. João I. Herdou-a sua filha Dona Brites, casada com o segundo Duque de Viseu e mãe do Rei D. Manuel I. Os edifícios, os muros com torreões de cúpulas aos gomos e também o grande tanque mandados construir por Dona Brites chegaram aos nossos dias.
Em 1528, a quinta seria vendida a D. Brás de Albuquerque, filho primogénito de D. Afonso de Albuquerque. O novo proprietário, além de ter enriquecido as construções com belos azulejos, mandou construir uma harmoniosa “casa de prazer” junto ao lago e dois robustos pavilhões junto aos muros laterais. Nos finais do século XVI, a propriedade fazia parte do morgadio pertencente a D. Jerónimo Teles Barreto – descendente de Afonso de Albuquerque. Este morgadio viria a ser herdado por sua irmã, Dona Maria Mendonça de Albuquerque, casada com D. Jerónimo Manuel, conhecido pela alcunha de “Bacalhau”. É muito provável que o nome “Bacalhôa”, pelo qual veio a ficar conhecida a antiga Quinta de Vila Fresca, em Azeitão, se deva ao facto de a mulher de D. Jerónimo Manuel ser designada da mesma forma sarcástica.
Em 1936, o Palácio da Bacalhôa foi comprado e restaurado pela norte-americana Orlena Scoville, cujo neto encetou a missão, na década de 1970, de tornar a quinta uma das maiores produtoras de vinho em Portugal. A arquitetura do Palácio, bem como a sua decoração e jardins, foram influenciados ao longo dos séculos pelos diferentes proprietários, inspirados pelas suas viagens através da Europa, da África e do Oriente. Merece especial nota a colecção de azulejos portugueses do séc. XV e XVI que a adorna, evocando desenhos mouriscos e representando uma casa no lago com vista para a Quinta. Do interior ao exterior, o visitante poderá apreciar peças únicas de coleccionismo, incluindo o primeiro azulejo datado em Portugal, para além dos jardins e vinhas.
Actualmente, a Quinta da Bacalhôa pertence à Fundação Berardo, pertencente à família do mesmo nome e cujo patriarca é o Comendador José Berardo. Em 1996, foi classificada pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) como Monumento Nacional.
Após visita, regresso a Lisboa.