Viagem Gastronómica – Histórias Com Paladares

tryart

Viagem Gastronómica - “Histórias Com Paladares” com a escritora Deana Barroqueiro

A publicação da “História dos Paladares”, de Deana Barroqueiro, foi o ponto de partida para esta viagem imperdível TRYΛRT by Tryvel®️ que alia a História à Gastronomia dos lugares que visitamos… porque os hábitos culinários de um povo são a expressão da sua história, geografia, clima, organização social, mitos e crenças religiosas, ou seja, da sua identidade.

Deana Barroqueiro, matriarca do estilo literário “romance histórico”, é a autora de inúmeras obras de reconhecida notoriedade, várias delas premiadas, inclusive internacionalmente. Entre estas destacamos os romances D. Sebastião e o Vidente; O Espião de D. João II – Pêro da Covilhã; O Corsário dos Sete Mares – Fernão Mendes Pinto; O Navegador da Passagem – Bartolomeu Dias; Contos Eróticos do Velho Testamento; e mais recentemente a obra «1640», sobre a Restauração. Para breve está a publicação História dos Paladares, e é com base nesta obra que surge a ideia desta viagem, juntando-se assim ao leque de Conferencistas que com a Tryvel colaboram, neste segmento temático sob a marca TRYΛRT by Tryvel®️.

Deana convida-nos a fazer parte de uma viagem sensorial, explicando-nos que, já no séc. IV a. C., a valorização do “prazer, gosto ou fruição”, obtidos não apenas do consumo, mas também do ambiente que envolve a refeição, em companhia de familiares, amigos ou companheiros de viagem, surgem já no poema Hedypatheia (Vida de Luxo), do siciliano Arquéstrato, como princípio fundamental da sua relação com a “mesa”. O autor, que viveu há mais de 2300 anos, canta a Gastronomia tal como ela é hoje concebida.

Foram porém os países do Sul, no Ocidente, na Antiguidade, os primeiros a apreciar e a desenvolver a culinária como uma arte, de tal modo que se diz que um prato pode sintetizar a identidade de um povo, assim como o cardápio das receitas tradicionais de uma região são um retrato vivo da alma da sua gente, alicerçado na oralidade e nas folhas manuscritas de sucessivas gerações, das diferentes tradições culinárias que de outro modo se perderiam.

Os hábitos culinários de um povo são expressão da sua história, geografia, clima, organização social, mitos e crenças religiosas, ou seja, da sua identidade. O pão e o vinho são a raiz fundadora do património alimentar português, cuja longa história remonta à civilização mediterrânica greco-romana, acompanhados do queijo e das azeitonas, assim como do azeite, com as mesmas raízes ancestrais, constituindo presença fiel em qualquer casa particular, taverna de aldeia ou restaurante citadino.

Portugal ocupa o quarto lugar da União Europeia, com 140 produtos certificados (DOP e IGP) em frutos, azeites, queijos, produtos de fumeiro, carnes, arroz e também algumas especialidades ancestrais em doces e pratos tradicionais. O desconhecimento e a não valorização de cada um destes patrimónios conduz a que outros produtos mais rentáveis mas inferiores em qualidade, venham substituir as culturas tradicionais, destruindo a diversidade e os equilíbrios ambientais, assim como a auto-estima das comunidades rurais e dos seus recursos.

A região da Beira Interior, habitada desde o Paleolítico, invadida e povoada por inúmeros povos, ao longo dos séculos, é um belíssimo exemplo dessa variedade e excelência de produtos e de culturas que vos convidamos a conhecer e a degustar, através da sua História.

Em Quarto Duplo ou twin

(Nº mínimo de participantes 20 pessoas)

€990

Suplemento para ocupação individual

€220

 

Programa inclui:

  • Acompanhamento Tryvel durante toda a viagem por David Coelho e por Deana Barroqueiro, Conferencista e Escritora, autora de várias obras de romance histórico; 
  • Circuito em autocarro de turismo;
  • 04 noites no Hotel 4**** e Pousadas mencionados no programa;
  • Passeio de barco no Rio Tejo em Vila Velha de Rodão;
  • Todas as entradas e visitas conforme programa;
  • 09 Refeições;
  • Bebidas às refeições (limitadas);
  • Seguro de assistência em viagem;
  • Taxas hoteleiras, de serviço e Iva;
  • Bolsa de documentação e mochila Tryvel;
  • Kit de viagem Covid-19;
  • Audio-guias.

Programa não inclui:

  • Tudo o que não esteja como incluído de forma expressa;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.

INFORMAÇÕES | RESERVAS

info@nulltryvel.pt   | Carla Sousa – 215 927 076 | David Coelho – 936007033

1ºDia - Lisboa / Vila Velha de Rodão / Castelo Branco

De manhã cedo, partida de Lisboa com destino a Vila Velha de Ródão, concelho marcado pelo contraste entre a terra e o rio Tejo,  cuja abundância de recursos naturais originou uma fauna e flora muito diversificadas, garantindo a sobrevivência das primeiras populações humanas que, desde a pré-história, se fixaram na região e cobriram com a sua arte as paredes de xisto do vale do Tejo. As 25.000 gravuras, agora quase todas submersas pela barragem do Fratel, constituem um dos mais importantes conjuntos de arte rupestre pós-paleolítica da Europa.

Visita do Castelo do Rei Wamba, sito numa escarpa sobranceira às Portas do Ródão, com uma vista deslumbrante para a imponente garganta escavada pelo rio na crista quartzítica da serra do Perdigão. Embora as lendas o associem ao rei visigodo, crê-se que a sua origem remonte ao período da Reconquista Cristã, quando a torre remanescente terá sido erguida para garantir a defesa dos territórios conquistados aos muçulmanos.

Visita do Lagar de Varas de Ródão, para observar o processo de produção do ouro líquido, aprendido com os romanos, no séc. VIII, sendo esta margem do Tejo um centro produtor e consumidor deste produto alimentar, já na Idade Média.

Embarque, no cais fluvial de Vila Velha, para um passeio de barco, no Tejo, revivendo histórias do homo sapiens sapiens, de invasores romanos, de reis visigodos, de mouras encantadas e cavaleiros templários.

Após as visitas, continuação até à Herdade do Regato onde iremos almoçar no Restaurante O Lagar. Este antigo lagar de azeite foi convertido num Restaurante-Museu, cheio de simbolismo e engenho humano, onde se recua no tempo para provar iguarias cozinhadas em forno de lenha, que são pratos típicos da região da Beira Baixa.

De tarde, continuação para Castelo Branco, para visitar os Jardins do Paço Episcopal, exemplar de excelência da arte  da jardinagem no período barroco.

Check in no Hotel Meliá Castelo Branco 4****. Jantar e alojamento.

 

2ºDia - Castelo Branco / Idanha a Velha / Monsanto / Belmonte

Após o pequeno almoço, seguimos rumo Idanha a Velha que, pelo notável conjunto dos seus achados, ocupa lugar de realce no contexto das estações arqueológicas do país. Em 2017, foi uma das 7 pré-finalistas na Categoria de “Aldeias Monumento”, do Concurso “7 Maravilhas de Portugal – Aldeias”. Ergue-se no espaço onde outrora existiu uma cidade de fundação romana capital da Civitas Igaeditanorum (séc. I a.C.), a Egitânia, mais tarde sede episcopal sob domínio suevo e visigótico. Foi ocupada pelos muçulmanos no séc. VIII e reconquistada pelos cristãos no séc. XII. Doada à Ordem do Templo no séc. XIII, mantém vestígios de diversas épocas e civilizações.

Almoço no Restaurante Casa da Velha Fonte na Casa da Amoreira. A gastrónoma Maria Caldeira de Sousa partiu das dezenas de receitas deixadas pelo gourmet romano Apício (séc. I a.C.), “bebendo” também dos gregos para a criação dos molhos e temperos, com ervas aromáticas e medicinais, sendo a abordagem saudável e a “alegria dos pratos” valorizados pela cozinheira, para uma experiência gustativa inesquecível.

Após o almoço, continuamos para a aldeia histórica de Monsanto, um ícone turístico da região que, em 1938, ganhou o título de “aldeia mais portuguesa de Portugal”. Concederam-lhe foral D. Afonso Henriques, D. Sancho I, D. Sancho II e D. Manuel. A parte mais antiga está no ponto mais alto, onde os Templários construíram uma cerca com uma torre de menagem. Fora de muros, o povoado primitivo em torno da Capela de S. Miguel, pequeno tesouro a arquitectura, românica, é defendido por uma cerca baixa. Sobranceira ao aglomerado, hoje em ruínas, ergue-se a Torre do Pião.

Prosseguimos para Belmonte, com paragem e visita da Torre   Centum Cellas,  também denominada Torre de São  Cornélio, situada no monte de Santo Antão. Trata-se de um singular e misterioso monumento lítico atualmente em ruínas que, ao longo dos séculos, tem despertado as atenções de curiosos e estudiosos, suscitando as mais diversas lendas e teorias, algumas relacionadas com o papa São Cornélio.

Retomamos a viagem para a Pousada de Belmonte. Check in, jantar e alojamento na Pousada.

 

3ºDia - Belmonte / Guarda / Viseu

Após o pequeno almoço, visita de Belmonte cuja história surge associada à dos Cabrais e dos Judeus. Foi terra natal de Pedro Álvares Cabral e é uma das vilas com maior presença judaica em Portugal, a partir do século XVI, por ali se terem refugiado muitas famílias de judeus.

Visita da Sinagoga e do Museu Judaico de Belmonte (único em Portugal), que foi inaugurado em 2005  e retrata a longa história da comunidade judaica na região.

Adossado à Igreja de Santiago está o Panteão dos Cabrais, ainda em construção em 1483, cuja renovação se deveu a Francisco Cabral, primeiro Alcaide de Belmonte após a Restauração.

Almoço Kosher, para conhecer a gastronomia judaica

De tarde, continuação para a Guarda.

Nos primeiros séculos da romanização da Península Ibérica habitavam a região da Guarda povos lusitanos. Entre os quais os igeditanos, os lancienses-opidanos e os transcudanos que, unidos numa autêntica federação viriam a resistir à romanização durante dois séculos.

No interior da cidade muralhada, muito perto da Porta d’El-Rei, existe ainda  o antigo bairro judeu. A comunidade judaica da Guarda foi uma das mais antigas e importantes do país, rivalizando com a de Belmonte.

Visita à Sé Catedral, erguida no seguimento do pedido de D. Sancho I ao Papa Inocêncio III para transferir a diocese de Egitânia para a nova cidade da Guarda. Da original construção, de estilo românico, nada resta, mas, em 1898, foi objeto de um dos mais importantes projetos de restauro revivalista da autoria do arquiteto Rosendo Carvalheira.

Após as visitas, continuação para Viseu.

Chegada à Pousada de Viseu. Check in, jantar e alojamento na Pousada.

4ºDia - Viseu

Após o pequeno almoço, visita do centro histórico de Viseu, com especial destaque para a Cava de Viriato, o núcleo histórico da Sé Catedral e o Museu Grão Vasco.

Viseu está associada à figura de Viriato, o herói lusitano que, segundo  a tradição, teria tido um acampamento militar nesta região. Depois da ocupação romana na península, seguiu-se a elevação da cidade a sede de diocese, já em domínio visigótico, no século VI. Já no século XIV, durante a crise de 1383-1385, Viseu foi atacada, saqueada e incendiada pelas tropas de  Castela e D. João I fez erigir uma muralha defensiva, de que apenas restam a Porta dos Cavaleiros e a Porta do Soar, além de escassos troços dos muros.

Visita à Cava de Viriato, uma construção misteriosa em terra batida (só há outra deste tipo na Europa e não tão completa), rodeada por um fosso, desconhecendo-se a datação e para que fins servia, civis ou militares.  Dos oito taludes estão visitáveis seis.

Almoço no Restaurante Cortiço ou similar.

De tarde, visita da Sé Catedral que começou a ganhar forma no século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques, sendo a primitiva  construção de  estilo românico. No reinado de D. Dinis, tendo a cidade atingido um período áureo, procedeu-se a uma renovação profunda do edifício, ainda no século XIII, sob a alçada do bispo D. Egas. No período manuelino, a Sé sofreu intervenções de grande qualidade estética, como as típicas abóbadas das naves, obras incrementadas pelo bispo D. Diogo Ortiz de Vilhegas, O Calçadilha, e durou uma década apenas, sob a alçada do arquiteto João de Castilho. O barroco trouxe a este edifício ricas obras de talha, azulejo e pintura.

Após a visita, regresso à Pousada.

Saída para jantar no Restaurante O Forno da Mimi.

5ºDia - Viseu / Lisboa

Após o pequeno almoço, visita ao Museu Grão Vasco: em nada surpreende que o pintor Vasco Fernandes, celebrizado no decurso dos séculos com o epíteto Grão Vasco, seja a referência maior do Museu de Viseu, fundado a 16 de março de 1916, com a finalidade de preservar e valorizar os valiosos quadros existentes na Sé e o tesouro do cabido, entre outros objetos de valor artístico e histórico.

Almoço na Casa da Insua.

Após o almoço, regresso a Lisboa onde chegaremos ao final da tarde.

 

Nota final – Haverá provas dos produtos de cada região e experiências gastronómicas diversificada

 

PROGRAMA