Pequeno-almoço no hotel. Saída para o Peso da Régua para visita do Museu do Douro. Após a visita, saída com destino a Salzedas e visita ao Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, mosteiro masculino da Ordem de Cister. A sua construção teve início em 1168. Com a sua fundação intimamente ligada à figura de Teresa Afonso, mulher de Egas Moniz, o complexo monástico foi largamente ampliado nos séculos XVII e XVIII, destacando-se um novo e monumental claustro no século XVIII com traço do arquitecto maltês Carlos Gimach. Conta no seu espólio com trabalhos de alguns dos maiores nomes da pintura em Portugal, como Vasco Fernandes (Grão Vasco), Bento Coelho da Silveira ou Pascoal Parente. Foi classificado Monumento Nacional em 1997. O almoço terá lugar no Hotel Rural Visconde da Várzea. De tarde, continuação para visita ao Mosteiro de S. João de Tarouca, localizado na encosta da Serra de Leomil. Inicialmente foi um ermitério, mas, em 1152, após a vitória de D. Afonso Henriques sobre os mouros em Trancoso, foi lançada a primeira pedra da igreja conventual cisterciense. O mosteiro foi o primeiro a ser construído no país pela Ordem de Cister. O dormitório novo e torre sineira foram construídos no século XVI. A última fase das obras de ampliação do mosteiro decorreu no século XIX. Em 1938 seriam restaurados os retábulos, nomeadamente o de São Pedro, atribuído a Grão Vasco. Nesta abadia repousa D. Pedro Afonso, um dos filhos bastardos do rei D. Dinis, num enorme sarcófago em pedra de granito encimada pela estátua jacente e decorado com cenas de caça. Visita, ainda, do Museu do Espumante em Tarouca, com degustação. Segue-se a visita à ponte e torre fortificada de Ucanha. Esta ponte fortificada constituía a entrada monumental no couto do Mosteiro de Salzedas. A torre servia para cobrar a portagem, defesa e armazenamento de produtos. A função militar era secundária, não existindo ameias no topo. A sua existência já vem documentada no século XII. D. Afonso Henriques doou, em 1163, à viúva de Egas Moniz, Teresa Afonso, o couto de Algeriz, acrescentando-lhe o território de Ucanha. A ponte deve ter sido construída pelos romanos, no seguimento de uma estrada que passava ali perto. A ponte une duas freguesias, Ucanha e Gouviães, e estende-se sobre o refrescante rio Varosa. Deduz-se que a povoação se tenha desenvolvido devido à obrigatoriedade da passagem da ponte. A torre terá sido elevada, a partir do momento em que o convento de Salzedas adquiriu os direitos de portagem da mesma. Um conjunto de excecional beleza, sob um pano de fundo colorido e verdejante. Continuação da viagem de regresso a Lisboa com paragens técnicas durante o percurso e chegada pelo final do dia.