1º Dia
Comparência dos participantes no aeroporto de Lisboa. Assistência nas formalidades de embarque e saída em voo regular com destino à cidade de Viena. À chegada, cumprimento das formalidades de desembarque e, em transfer privado, início da viagem até Klosterneuburg. Município na Áustria, localizado nas margens do rio Danúbio e a norte de Viena, foi fundado por Carlos Magno. Desenvolveu-se em redor do seu mosteiro, erguido em 1114 por Leopoldo III, também conhecido por São Leopoldo de Babenberg, o padroeiro da Áustria. Paragem durante o percurso para almoço. De tarde faremos a visita da Abadia. A igreja, dedicada à Natividade de Maria (Mariä Geburt), foi consagrada em 1136 e remodelada ao estilo barroco no século XVII. O impressionante complexo monástico foi construído maioritariamente entre 1730 e 1834. As suas fundações, incluindo uma torre do castelo e uma capela gótica, remontam ao século XII. Outros edifícios mais antigos, ainda existentes no complexo, incluem a capela de 1318 com o túmulo de São Leopoldo. O mosteiro alberga ainda o Altar de Verdun, realizado em 1181 por Nicolau de Verdun. As suas três partes incluem 45 placas de cobre dourado inspiradas em modelos bizantinos, semelhantes ao relicário dos Três Reis na Catedral de Colónia. O mosteiro possui também um museu com uma coleção de esculturas góticas e barrocas e uma galeria de pintura, incluindo um conjunto de quinze painéis de Rueland Frueauf de 1505, quatro pinturas da Paixão provenientes do verso do Altar de Verdun, e a árvore genealógica dos Babenberg.
No final da visita, continuação da viagem até St. Pölten. Check-in, jantar no hotel ou restaurante, e alojamento.
2º Dia
Pequeno-almoço no hotel e depois saída em autocarro para visita da Abadia de Melk.
Estrutura religiosa beneditina, construída acima da cidade, em rocha com vista para o rio Danúbio. A abadia foi fundada em 1089, quando Leopoldo II, marquês da Áustria, ofereceu um dos seus castelos aos monges beneditinos da Abadia de Lambach. A biblioteca monástica tornou‑se rapidamente célebre pela sua vasta coleção e produção de manuscritos, muitos deles contendo composições musicais. No século XV, a abadia tornou‑se o centro do movimento da Reforma de Melk, que revitalizou a vida monástica na Áustria e no sul da Alemanha. A atual abadia barroca foi construída entre 1702 e 1736, de onde se destaca a igreja com frescos de Johann Michael Rottmayr e Paul Troger. Possui ainda numerosos manuscritos medievais raros, bem como um vasto acervo de literatura barroca. No final do século XVIII, tornou‑se um centro de pensamento iluminista e de intercâmbio social. Faz agora parte da Paisagem Cultural de Wachau, classificada como Património Mundial da Humanidade. Almoço em restaurante. Da parte da tarde, seguimos até Göttweig, para visita da Abadia. Mosteiro beneditino situado perto de Krems, na Baixa Áustria, foi fundado em 1083 por Altmann, bispo de Passau. Na Idade Média, a abadia foi um centro de conhecimento, com uma biblioteca e uma escola monástica. Atravessou um período de declínio durante os séculos XV e XVI e, em 1580, foi em grande parte destruída por um incêndio. Sob a liderança de um novo abade vindo da Abadia de Melk, o mosteiro foi reconstruído e restaurado. Após outro incêndio em 1718, a abadia teve novamente de ser reconstruída, renascendo agora em estilo barroco. O novo edifício inclui a maior escadaria barroca da Áustria, com um fresco considerado uma obra-prima da sua época, retratando um imperador romano em vestes mitológicas. Hoje, a abadia é conhecida pela sua biblioteca, que alberga uma valiosa coleção de livros, manuscritos, moedas e antiguidades.
No final, regresso a St. Pölten e ao hotel. Jantar livre e alojamento.
3º Dia
Pequeno-almoço no hotel e check-out. Em hora a combinar, partida em autocarro até St. Florian. É sobretudo conhecido pelo Mosteiro de Sankt Florian, onde Anton Bruckner trabalhou como organista onde está sepultado. A localidade e o mosteiro devem o seu nome a São Floriano, cujo túmulo, do século IV, jaz debaixo da infraestrutura. Fundado no século IX e posteriormente reabilitado pelos monges agostinianos no século XI, é um dos mais impressionantes exemplos de arquitetura barroca na Áustria. Desde 1071 que alberga uma comunidade de Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, sendo assim um dos mosteiros, em funcionamento contínuo da Regra de Santo Agostinho, mais antigos do mundo.
Entre 1686 e 1708, o complexo monástico foi reconstruído em estilo barroco por Carlo Antonio Carlone, cuja obra-prima é precisamente Sankt Florian. Após a sua morte, Jakob Prandtauer deu continuidade aos trabalhos e o resultado é hoje o maior mosteiro barroco da Alta Áustria. Bartolomeo Altomonte foi o autor dos frescos que lá encontramos. A construção do corpo da biblioteca começou em 1744, sob Johann Gotthard Hayberger, e possui cerca de 130.000 volumes, incluindo numerosos e valiosos manuscritos. A galeria contém várias obras dos séculos XVI e XVII, bem como algumas peças do medieval tardio da Escola do Danúbio. Partida em direção ao Lago de Mondsee , para almoço em restaurante.
Após o almoço, continuamos em direção a Salzburgo, onde faremos a visita do Palácio de Hellbrunn. Exemplo de arquitetura maneirista, do início do século XVII, construído pelo mesmo arquiteto responsável pela Catedral de Salzburgo, Santino Solari. Ficou famoso pelos jogos de água do espaço paisagístico, incluindo esculturas em grutas e figuras em movimento. O palácio destaca-se ainda pelo Salão de Festas, com paredes e teto ricamente decorados e pelo parque envolvente. Exemplo disso são a Alameda de Hellbrunn, a mais antiga da Europa Central, e a Alameda das Tílias que destacam, envolvem e dão vida ao Palácio.
No final, saímos em direção a Salzburgo. Chegada ao hotel e check-in.
Jantar livre e alojamento.
4º Dia
Pequeno-almoço no hotel.
Este dia é dedicado à cidade de Salzburgo. Localizada às margens do Rio Salzach, no centro-oeste do país e próxima da fronteira com o estado alemão da Baviera, é a quarta maior cidade da Áustria. O nome Salzburgo significa Castelo (ou fortaleza) de Sal, e deriva das barcaças que transportavam sal no rio Salzach, sujeitas ao pagamento de uma taxa de passagem, como acontecia em muitas outras cidades contemporâneas na Europa. Mundialmente famosa por ser a cidade-natal do génio musical Mozart – servindo assim de inspiração e berço a um dos mais prestigiosos festivais de música do mundo – o seu centro histórico, com belíssima arquitetura barroca, é considerado Património Mundial da UNESCO desde 1996.
Faremos a visita do mesmo, incluindo o Palácio Mirabell ainda pela manhã. Construído por volta de 1606, a mando do príncipe-arcebispo Wolf Dietrich Raitenau, de acordo com modelos franceses e italianos, foi inicialmente chamado de Castelo de Altenau. Quando o arcebispo foi deposto, o seu sucessor renomeou-o de Mirabell, que deriva do italiano Mirabile, isto é, maravilhoso ou admirável. Foi renovado num magnífico estilo barroco entre 1721 e 1726, por Johann Lukas von Hildebrandt e já no século XIX sofreu a última remodelação, de aspecto neoclássico, após um grande incêndio. Ainda hoje o palácio destaca-se pelos caminhos geometricamente elaborados e adornados com belas flores; pelos lagos, chafarizes e imponentes esculturas. Almoço em restaurante.
Da parte da tarde, iremos a visitar a Catedral e a Residenz de Salzburgo.
Começando pela Catedral, é um edifício barroco do século XVII, dedicada a São Ruperto de Salzburgo – que fundou a igreja em 774 sobre as ruínas de uma cidade romana – e São Virgílio, bispo de Salzburgo. Reconstruída no século XII, após um incêndio, foi totalmente restaurada já no século XVII, em estilo barroco, novamente pela mão de von Ratenau. A Catedral situase junto à Residenzplatz e à Domplatz, na zona da Altstadt (cidade velha). A Domplatz é acessível através de três arcadas abertas a Norte, Sul e Oeste e são estes arcos que unem a catedral à Residenz de Salzburgo e à Abadia de São Pedro, formando uma praça fechada única, com 101 metros de comprimento e 69 metros de largura, delimitada por paredes com 81 metros de altura. Daqui descobrimos a Residenz: mencionada pela primeira vez por volta de 1120, foi residência dos príncipesarcebispos, que utilizavam o palácio para afirmar e representar o seu estatuto político. No século XVI foram realizadas várias alterações e ampliações na estrutura, sendo que adquiriu o seu atual aspeto renascentista entre 1587 e 1612, provavelmente segundo planos concebidos pelo arquiteto italiano Vincenzo Scamozzi. No início do século XVII, começaram os trabalhos na ala sul, que incluíram a construção da grande escadaria e da CarabinieriSaal, uma secção que ligava o palácio à Igreja dos Franciscanos e a um amplo pátio. Os sucessores de Raitenau continuaram a expandir e aperfeiçoar o palácio até ao final do século XVIII, tendo sido a fachada, bem como os interiores, modificados com elementos barrocos desenhados por Johann Lukas von Hildebrandt e com pinturas de Johann Michael Rottmayr. Atualmente, o palácio da Residenz alberga uma galeria de arte, conhecida como Residenzgalerie. Terminamos o dia com o jantar de encerramento no Mozart Dinner Concert (ou similar), uma experiência cultural e gastronómica realizada na Sala Barroca do St. Peter Stiftskulinarium, considerado um dos restaurantes mais antigos do mundo. Regresso ao hotel e alojamento.
5º Dia
Pequeno-almoço no hotel e check-out.
Saída em hora a indicar para visita da Abadia de São Pedro. Fundada em 696 por São Ruperto no local de uma antiga igreja da primeira cristianização da região. A atual igreja abacial foi edificada no século XII e remodelada várias vezes ao longo dos séculos, combinando hoje elementos dos estilos românico, gótico, renascentista, barroco e rococó, tendo como particulares pontos de interesse, o histórico órgão principal e as diversas capelas. Alberga a Lange Galerie, um espaço longo e estreito, construído no período barroco e que servia como corredor cerimonial e espaço de exposição das coleções artísticas da abadia. Hoje podemos encontrar pinturas dos séculos XVI a XVIII, de artistas ligados à Escola do Danúbio, decorações e estuques barrocos, assim como retratos de figuras proeminentes da história do mosteiro.
O Cemitério de São Pedro foi construído na Antiguidade e é, por isso, mais antigo do que a própria arquidiocese. Numerosos monumentos funerários e criptas em torno da Margarethenkapelle, uma capela em estilo gótico tardio situada no centro do recinto, contribuem para torná-lo impressionante. Aqui encontraram-se sepultadas várias personalidades, artistas e estudiosos. Por fim, as catacumbas são grutas escavadas na colina da fortaleza, provavelmente de origem paleocristã e não serviram como locais de sepulto, mas sim como espaços de reunião das primeiras comunidades cristãs. Almoço em restaurante e tempo livre.
Em hora a indicar, partida para o aeroporto de Munique, para cumprimento das formalidades de embarque. Saída em voo regular para Lisboa. Chegada, desembarque e recolha de bagagem.
Fim dos Serviços.