TRYART - Panteões Reais da Idade Média

TRYART - Panteões Reais da Idade Média

€770.00

TRYART - Panteões Reais da Idade Média

20 a 21 Jun 2026
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Nº Dias

2

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Tipo de Viagem

Grupo

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Dimensão Grupo

Mínimo 15 pessoas

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Partida

Lisboa

TRYART - Panteões Reais da Idade Média
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Visão geral

Viagem TRYΛRT by Tryvel® com o acompanhamento de Carla Varela Fernandes, Professora de História da Arte Medieval.

Carla Varela Fernandes

Nasceu em Beja em 1970, cresceu entre Tavira e Faro e vive e trabalha em Lisboa há 40 anos. Tem sempre a viagem no horizonte. Já percorreu muitas estradas e ruas que a conduziram ao património que mais gosta - o da Idade Média - tanto em Portugal como noutros muitos lugares da Europa. Viaja para descobrir e estudar monumentos, esculturas e pinturas, mas também, muitas vezes, para partilhar esse conhecimento com outros, através de visitas temáticas.

É professora de História da Arte Medieval no Departamento de História da Arte da NOVA/FCSH. Acredita que a História e a Arte têm o poder transformar e melhorar o mundo e que a transmissão desse conhecimento se deve fazer para todos.  

É investigadora do Instituto de História da Arte e do Instituto de Estudos Medievais, onde desenvolveu o seu projeto de Pós-Doutoramento (2012-2017) e onde é investigadora principal do projeto Claustrum. Convento de S. Francisco de Santarém (desde 2024). 

Tem sido conferencista convidada em muitos encontros científicos em diferentes países e é autora de artigos e de livros sobre arte medieval (escultura e iconografia), de que destacam A Imagem de um Rei. Análise do Túmulo do rei D. Fernando I (2009), Pero. O Mestre das Imagens (2018) e Santos, Heróis e Monstros. O Claustro da Abadia de Santa Maria de Celas (2021)

Para além da atividade académica, desenvolve trabalho no contexto museológico português — foi Conservadora do Museu Arqueológico do Carmo (2000–2004) e Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Cascais (2005–2011) e, mais recentemente, na área da defesa e valorização do património, como Chefe de Divisão da Rota das Catedrais, no Património Cultural, Instituto Público (2024–2025).

 

PANTEÕES REAIS: A afirmação das Dinastias

Portugal medieval guardou a sua memória não apenas em pergaminhos escritos, mas também na pedra. Entre claustros, capelas e túmulos lavrados com uma delicadeza surpreendente, os reis e rainhas quiseram ficar para sempre perto da oração e, através dela, da Salvação. Esta viagem é, por isso, mais do que um roteiro de monumentos: é uma travessia pela forma como a monarquia portuguesa se contou a si própria — e como o país, geração após geração, continuou a visitar esses lugares para reconhecer origens. 

Começamos em Coimbra, cidade-rio e cidade-universo, onde o nascimento do reino ainda se sente no desenho das ruas e na gravidade das suas igrejas. Aqui, entre a catedral e o mosteiro de Santa Cruz, a Idade Média portuguesa ganha rosto: o tempo em que se consolida uma dinastia, se definem alianças e se escolhem espaços sagrados para repouso eterno. Coimbra funciona como porta de entrada para entender a primeira ideia de “realeza” em Portugal — austera, fundadora, muito próxima dos centros religiosos que legitimavam o poder.

Seguimos para Alcobaça, onde a grande casa cisterciense se impõe com serenidade e escala. No interior, a luz e a pedra organizam o silêncio; e nesse silêncio surgem histórias de amor e de tragédia e de política e de devoção. A grande Real Abadia de Santa Maria de Alcobaça foi para os reis portugueses não é apenas um lugar de sepultura, foi um palco cuidadosamente pensado para eternizar uma dinastia, compor as memórias e experimentar as maiores inovações artísticas de cada tempo — disso são exemplos os monumentos tumulares com as suas impressionantes imagens, histórias e símbolos.

A viagem culmina na Batalha, no grande mosteiro de Santa Maria da Vitória, já na transição para um Portugal novamente afirmado, vencedor, onde um mosteiro monumental celebra uma viragem decisiva na história do reino e o início de uma nova dinastia. O panteão real, na designada Capela do Fundador, anexa ao mosteiro, ganha aqui dimensão de triunfo e de projeto nacional: um espaço que reúne espiritualidade e afirmação política, e onde a arquitetura se torna discurso — sobre legitimidade, continuidade e futuro.

Ao longo deste percurso, os panteões reais revelam-se como páginas de um mesmo livro. Em Coimbra, a raiz (Afonso Henriques; Sancho I); em Alcobaça, a continuidade ininterrupta do poder real (Afonso II, Afonso III) e a intimidade dramática da memória de um rei (Pedro I); na Batalha, a monumentalidade de um reino que se quer duradouro (João I; Duarte). Entre estes três lugares, caminhamos por séculos de arte e fé, mas também por escolhas muito humanas: o que se quis recordar, o que se quis ensinar, e a forma como a morte — paradoxalmente — foi usada para falar de permanência.

Detalhes da Viagem

1º Dia

07h30 - Partida em autocarro de Lisboa (Sete Rios) em direção a Coimbra, cidade fundamental na consolidação do reino português e profundamente ligada à história da monarquia medieval.

10h30 Visita ao Mosteiro de Santa Cruz

Fundado em 1131, o Mosteiro de Santa Cruz desempenhou um papel determinante na consolidação do reino português, afirmando-se como centro espiritual, cultural e político nos primeiros tempos da monarquia. A sua estreita ligação à corte explica a escolha deste espaço como local de sepultura dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I.

Os túmulos atualmente visíveis, de época manuelina, revelam um programa simbólico de exaltação régia e de legitimação da dinastia fundadora. A igreja, de matriz românica, e o claustro, reformulado nos séculos XV e XVI, testemunham a evolução artística do monumento e a permanência da sua centralidade ao longo da Idade Média e do início da Modernidade

12h30 - Almoço no restaurante Pedro e Inês ou similar.

14h30Visita às Fontes dos Amores e das Lágrimas

Inseridas na Quinta das Lágrimas, estas fontes evocam o episódio trágico de Inês de Castro, figura incontornável da história medieval portuguesa. Embora envoltas em lenda, constituem um lugar de memória associado ao conflito entre razão de Estado e afetos pessoais, num contexto em que a política dinástica determinava destinos individuais.

O espaço natural, marcado pela água e pela vegetação, reforça a dimensão simbólica do local, onde a tradição literária e histórica construiu um dos mitos mais duradouros da cultura portuguesa.

16h30 – Visita à Sé Velha de Coimbra 

Um dos mais notáveis exemplos da arquitetura românica em Portugal, a Sé Velha de Coimbra foi erguida no século XII e apresenta uma morfologia de carácter defensivo, reflexo do contexto de instabilidade política e militar da Reconquista.

O interior austero, marcado pela solidez das estruturas, contrasta com o claustro gótico, acrescentado em época posterior. Este edifício testemunha a importância de Coimbra como centro episcopal e como espaço de afirmação do poder cristão e régio na formação do reino. 

19h00 - Alojamento no hotel Vila Galé Coimbra ou similar.

20h30 – Jantar no hotel.

2º Dia

08h30 – Após o pequeno-almoço e check-out no hotel, partida para a cidade de Alcobaça.

10h30 – Visita ao Mosteiro de Alcobaça

Fundado por D. Afonso Henriques e entregue à Ordem de Cister, o Mosteiro de Alcobaça constitui um dos mais grandiosos testemunhos do gótico cisterciense na Europa. A sua igreja, de notável verticalidade e pureza formal, traduz os ideais de austeridade e espiritualidade da ordem. No transepto localizam-se os túmulos de D. Pedro I e Inês de Castro, considerados obras-primas da escultura funerária medieval. A disposição frontal das sepulturas, bem como o programa iconográfico esculpido, reforçam a ideia de redenção, justiça divina e eternidade do vínculo amoroso, conferindo a este espaço um carácter singular enquanto panteão régio.

13h00 - Almoço no restaurante António Padeiro ou similar

16h00 – Visita ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória

Mandado edificar por D. João I após a vitória na Batalha de Aljubarrota (1385), o Mosteiro de Santa Maria da Vitória constitui um monumento de celebração da independência nacional e da legitimação da dinastia de Avis. A Capela do Fundador alberga o panteão régio desta dinastia, com os túmulos de D. João I e D. Filipa de Lencastre, dispostos de forma inovadora para a época, sublinhando a união conjugal e o projeto político comum. As Capelas Imperfeitas, nunca concluídas, representam um dos momentos mais ambiciosos da arquitetura gótica portuguesa, onde a monumentalidade e a experimentação formal atingem grande expressão.

Este percurso propõe uma leitura integrada da realidade da aristocracia medieval, através dos seus panteões reais, entendidos como espaços de memória, poder e representação. Entre Coimbra, Alcobaça e Batalha, revela-se uma narrativa onde arquitetura, escultura e história se articulam para perpetuar a imagem dos reis e das dinastias que moldaram Portugal.

18h30 - Ao final da tarde, regresso a Lisboa e encerramento de uma viagem marcada pela memória monárquica, pelas grandes fundações monásticas e pelos episódios decisivos da Idade Média portuguesa. Fim dos serviços.

Programa inclui:

  • Transporte em autocarro durante toda a viagem;
  • Alojamento no hotel selecionado ou de categoria similar, em quartos de tipologia standard com pequeno-almoço incluído;
  • Pensão completa, com refeições nos restaurantes indicados ou similares; 
  • Acompanhante Tryart durante toda a viagem;
  • Acompanhamento de Guia-Conferencista especialista em história e arte medieval;
  • Todas as entradas e visitas mencionadas no programa;
  • Água mineral no autocarro;
  • Auriculares durante toda a viagem;
  • Gratificações para guia e motorista;
  • Seguro Multiviagens Tryvel;
  • Livro de viagem com informações detalhadas sobre o destino;
  • Todos os impostos aplicáveis: Taxas hoteleiras, turísticas e de serviço, além de IVA;

Programa não inclui:

  • Tudo o que não esteja incluído de forma expressa; 
  • Bebidas às refeições;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.

DOCUMENTAÇÃO DE VIAGEM OBRIGATÓRIA:

  • Cartão de Cidadão Válido.

Os preços do programa estão baseados nos custos dos serviços, combustíveis, taxas urbanas, ambientais ou afins, e de IVA, e demais fatores, vigentes à data da elaboração (março de 2026) e caso se verifiquem alterações aos mesmos, que resultem no incremento ou redução de tais fatores, poderá haver a necessidade de proceder à atualização, com respetiva informação ao cliente, por escrito, da alteração do preço da viagem, devendo ser observados para o efeito os prazos estabelecidos na lei vigente, sem prejuízo das condições de cancelamento inerentes.

Links Importantes:


OPCIONAIS AO SEGURO VIAGEM: Consulte-nos caso queira aumentar alguma das coberturas (despesas médicas, morte, invalidez permanente, etc)

Itinerário

1º Dia

07h30 - Partida em autocarro de Lisboa (Sete Rios) em direção a Coimbra, cidade fundamental na consolidação do reino português e profundamente ligada à história da monarquia medieval.

10h30 Visita ao Mosteiro de Santa Cruz

Fundado em 1131, o Mosteiro de Santa Cruz desempenhou um papel determinante na consolidação do reino português, afirmando-se como centro espiritual, cultural e político nos primeiros tempos da monarquia. A sua estreita ligação à corte explica a escolha deste espaço como local de sepultura dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I.

Os túmulos atualmente visíveis, de época manuelina, revelam um programa simbólico de exaltação régia e de legitimação da dinastia fundadora. A igreja, de matriz românica, e o claustro, reformulado nos séculos XV e XVI, testemunham a evolução artística do monumento e a permanência da sua centralidade ao longo da Idade Média e do início da Modernidade

12h30 - Almoço no restaurante Pedro e Inês ou similar.

14h30Visita às Fontes dos Amores e das Lágrimas

Inseridas na Quinta das Lágrimas, estas fontes evocam o episódio trágico de Inês de Castro, figura incontornável da história medieval portuguesa. Embora envoltas em lenda, constituem um lugar de memória associado ao conflito entre razão de Estado e afetos pessoais, num contexto em que a política dinástica determinava destinos individuais.

O espaço natural, marcado pela água e pela vegetação, reforça a dimensão simbólica do local, onde a tradição literária e histórica construiu um dos mitos mais duradouros da cultura portuguesa.

16h30 – Visita à Sé Velha de Coimbra 

Um dos mais notáveis exemplos da arquitetura românica em Portugal, a Sé Velha de Coimbra foi erguida no século XII e apresenta uma morfologia de carácter defensivo, reflexo do contexto de instabilidade política e militar da Reconquista.

O interior austero, marcado pela solidez das estruturas, contrasta com o claustro gótico, acrescentado em época posterior. Este edifício testemunha a importância de Coimbra como centro episcopal e como espaço de afirmação do poder cristão e régio na formação do reino. 

19h00 - Alojamento no hotel Vila Galé Coimbra ou similar.

20h30 – Jantar no hotel.

2º Dia

08h30 – Após o pequeno-almoço e check-out no hotel, partida para a cidade de Alcobaça.

10h30 – Visita ao Mosteiro de Alcobaça

Fundado por D. Afonso Henriques e entregue à Ordem de Cister, o Mosteiro de Alcobaça constitui um dos mais grandiosos testemunhos do gótico cisterciense na Europa. A sua igreja, de notável verticalidade e pureza formal, traduz os ideais de austeridade e espiritualidade da ordem. No transepto localizam-se os túmulos de D. Pedro I e Inês de Castro, considerados obras-primas da escultura funerária medieval. A disposição frontal das sepulturas, bem como o programa iconográfico esculpido, reforçam a ideia de redenção, justiça divina e eternidade do vínculo amoroso, conferindo a este espaço um carácter singular enquanto panteão régio.

13h00 - Almoço no restaurante António Padeiro ou similar

16h00 – Visita ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória

Mandado edificar por D. João I após a vitória na Batalha de Aljubarrota (1385), o Mosteiro de Santa Maria da Vitória constitui um monumento de celebração da independência nacional e da legitimação da dinastia de Avis. A Capela do Fundador alberga o panteão régio desta dinastia, com os túmulos de D. João I e D. Filipa de Lencastre, dispostos de forma inovadora para a época, sublinhando a união conjugal e o projeto político comum. As Capelas Imperfeitas, nunca concluídas, representam um dos momentos mais ambiciosos da arquitetura gótica portuguesa, onde a monumentalidade e a experimentação formal atingem grande expressão.

Este percurso propõe uma leitura integrada da realidade da aristocracia medieval, através dos seus panteões reais, entendidos como espaços de memória, poder e representação. Entre Coimbra, Alcobaça e Batalha, revela-se uma narrativa onde arquitetura, escultura e história se articulam para perpetuar a imagem dos reis e das dinastias que moldaram Portugal.

18h30 - Ao final da tarde, regresso a Lisboa e encerramento de uma viagem marcada pela memória monárquica, pelas grandes fundações monásticas e pelos episódios decisivos da Idade Média portuguesa. Fim dos serviços.

Incluído

Programa inclui:

  • Transporte em autocarro durante toda a viagem;
  • Alojamento no hotel selecionado ou de categoria similar, em quartos de tipologia standard com pequeno-almoço incluído;
  • Pensão completa, com refeições nos restaurantes indicados ou similares; 
  • Acompanhante Tryart durante toda a viagem;
  • Acompanhamento de Guia-Conferencista especialista em história e arte medieval;
  • Todas as entradas e visitas mencionadas no programa;
  • Água mineral no autocarro;
  • Auriculares durante toda a viagem;
  • Gratificações para guia e motorista;
  • Seguro Multiviagens Tryvel;
  • Livro de viagem com informações detalhadas sobre o destino;
  • Todos os impostos aplicáveis: Taxas hoteleiras, turísticas e de serviço, além de IVA;

Excluído

Programa não inclui:

  • Tudo o que não esteja incluído de forma expressa; 
  • Bebidas às refeições;
  • Despesas de carácter particular designados como extras.

Informação Importante

DOCUMENTAÇÃO DE VIAGEM OBRIGATÓRIA:

  • Cartão de Cidadão Válido.

Notas

Os preços do programa estão baseados nos custos dos serviços, combustíveis, taxas urbanas, ambientais ou afins, e de IVA, e demais fatores, vigentes à data da elaboração (março de 2026) e caso se verifiquem alterações aos mesmos, que resultem no incremento ou redução de tais fatores, poderá haver a necessidade de proceder à atualização, com respetiva informação ao cliente, por escrito, da alteração do preço da viagem, devendo ser observados para o efeito os prazos estabelecidos na lei vigente, sem prejuízo das condições de cancelamento inerentes.

Links Importantes:


OPCIONAIS AO SEGURO VIAGEM: Consulte-nos caso queira aumentar alguma das coberturas (despesas médicas, morte, invalidez permanente, etc)

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