1º Dia
07h30 - Partida em autocarro de Lisboa (Sete Rios) em direção a Coimbra, cidade fundamental na consolidação do reino português e profundamente ligada à história da monarquia medieval.
10h30 – Visita ao Mosteiro de Santa Cruz
Fundado em 1131, o Mosteiro de Santa Cruz desempenhou um papel determinante na consolidação do reino português, afirmando-se como centro espiritual, cultural e político nos primeiros tempos da monarquia. A sua estreita ligação à corte explica a escolha deste espaço como local de sepultura dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I.
Os túmulos atualmente visíveis, de época manuelina, revelam um programa simbólico de exaltação régia e de legitimação da dinastia fundadora. A igreja, de matriz românica, e o claustro, reformulado nos séculos XV e XVI, testemunham a evolução artística do monumento e a permanência da sua centralidade ao longo da Idade Média e do início da Modernidade
12h30 - Almoço no restaurante Pedro e Inês ou similar.
14h30 – Visita às Fontes dos Amores e das Lágrimas
Inseridas na Quinta das Lágrimas, estas fontes evocam o episódio trágico de Inês de Castro, figura incontornável da história medieval portuguesa. Embora envoltas em lenda, constituem um lugar de memória associado ao conflito entre razão de Estado e afetos pessoais, num contexto em que a política dinástica determinava destinos individuais.
O espaço natural, marcado pela água e pela vegetação, reforça a dimensão simbólica do local, onde a tradição literária e histórica construiu um dos mitos mais duradouros da cultura portuguesa.
16h30 – Visita à Sé Velha de Coimbra
Um dos mais notáveis exemplos da arquitetura românica em Portugal, a Sé Velha de Coimbra foi erguida no século XII e apresenta uma morfologia de carácter defensivo, reflexo do contexto de instabilidade política e militar da Reconquista.
O interior austero, marcado pela solidez das estruturas, contrasta com o claustro gótico, acrescentado em época posterior. Este edifício testemunha a importância de Coimbra como centro episcopal e como espaço de afirmação do poder cristão e régio na formação do reino.
19h00 - Alojamento no hotel Vila Galé Coimbra ou similar.
20h30 – Jantar no hotel.
2º Dia
08h30 – Após o pequeno-almoço e check-out no hotel, partida para a cidade de Alcobaça.
10h30 – Visita ao Mosteiro de Alcobaça
Fundado por D. Afonso Henriques e entregue à Ordem de Cister, o Mosteiro de Alcobaça constitui um dos mais grandiosos testemunhos do gótico cisterciense na Europa. A sua igreja, de notável verticalidade e pureza formal, traduz os ideais de austeridade e espiritualidade da ordem. No transepto localizam-se os túmulos de D. Pedro I e Inês de Castro, considerados obras-primas da escultura funerária medieval. A disposição frontal das sepulturas, bem como o programa iconográfico esculpido, reforçam a ideia de redenção, justiça divina e eternidade do vínculo amoroso, conferindo a este espaço um carácter singular enquanto panteão régio.
13h00 - Almoço no restaurante António Padeiro ou similar
16h00 – Visita ao Mosteiro de Santa Maria da Vitória
Mandado edificar por D. João I após a vitória na Batalha de Aljubarrota (1385), o Mosteiro de Santa Maria da Vitória constitui um monumento de celebração da independência nacional e da legitimação da dinastia de Avis. A Capela do Fundador alberga o panteão régio desta dinastia, com os túmulos de D. João I e D. Filipa de Lencastre, dispostos de forma inovadora para a época, sublinhando a união conjugal e o projeto político comum. As Capelas Imperfeitas, nunca concluídas, representam um dos momentos mais ambiciosos da arquitetura gótica portuguesa, onde a monumentalidade e a experimentação formal atingem grande expressão.
Este percurso propõe uma leitura integrada da realidade da aristocracia medieval, através dos seus panteões reais, entendidos como espaços de memória, poder e representação. Entre Coimbra, Alcobaça e Batalha, revela-se uma narrativa onde arquitetura, escultura e história se articulam para perpetuar a imagem dos reis e das dinastias que moldaram Portugal.
18h30 - Ao final da tarde, regresso a Lisboa e encerramento de uma viagem marcada pela memória monárquica, pelas grandes fundações monásticas e pelos episódios decisivos da Idade Média portuguesa. Fim dos serviços.