1º Dia
Comparência dos participantes no aeroporto de Lisboa. Assistência nas formalidades de embarque e saída em voo regular com destino à cidade de Manchester. À chegada, cumprimento das formalidades de desembarque e transfer privado para início da visita. É uma das cidades mais vibrantes do Reino Unido, marcada por uma mistura única de história industrial, modernidade e diversidade cultural. Nascida como um dos grandes centros da Revolução Industrial, a cidade ainda preserva antigos armazéns, fábricas e canais que hoje convivem com edifícios contemporâneos e bairros criativos. Entre os seus pontos turísticos mais emblemáticos está a Manchester Town Hall, um dos melhores exemplos de arquitetura neogótica vitoriana, situado na movimentada Albert Square. Passagem pela Shambles Square, uma área famosa pelos pubs históricos, reconstruídos após o bombardeamento de 1996, preservando o estilo Tudor, e ainda apreciar a fachada da John Rylands Libray, em estilo neogótico e considerada uma das mais bonitas bibliotecas do mundo. Almoço em restaurante. Após almoço, visita da Catedral de Manchester. De origem medieval, desenvolveu‑se sobretudo entre os séculos XV e XVI, refletindo o estilo gótico perpendicular típico da arquitetura inglesa tardia. O interior destaca‑se pelos altos arcos, pelos vitrais detalhados e pelo coro ricamente ornamentado, elementos que criam uma atmosfera solene e luminosa. Fundada inicialmente como igreja colegiada, foi elevada a catedral em 1847, acompanhando o crescimento de Manchester durante a Revolução Industrial. Continuamos depois até ao destino final do primeiro dia: Newcastle.
Chegada ao Maldron Hotel Newcastle **** (ou similar) e check-in.
Jantar no hotel e alojamento.
2º Dia
Pequeno-almoço no hotel e depois saída em autocarro para visita da Muralha de Adriano e do Housesteads Fort. Conhecido pelos romanos como Vercovicium (ou Borcovicium), é um dos fortes mais bem preservados ao longo da Muralha de Adriano. Trata‑se de um antigo forte auxiliar romano, estrategicamente posicionado sobre o penhasco Whin Sill, oferecendo uma vista ampla da paisagem ao redor. A Muralha de Adriano começou a ser construída no ano 122 d.C. e, inicialmente, não incluía fortes, mas sim pequenos milecastles (fortins colocados a cada milha). O Torreão existente no local foi, mais tarde, demolido para dar lugar ao forte construído em pedra por volta de 124 d.C., cuja parede norte ficou sobreposta à fundação original da chamada Broad Wall. Abrigava até 1.000 soldados, naquela que foi a fronteira norte do Império Romano durante cerca de 300 anos e permanece como sendo um dos fortes mais bem preservados. Uma grande reconstrução no final do século III/início do século IV incluiu torres intermédias nas muralhas, um enorme horreum (armazém) e novos quartéis.
Almoço em restaurante.
Da parte da tarde, iremos visitar o Castelo de Alnwick. Foi construído logo após a Conquista Normanda, no final do século XI, como uma fortificação estratégica destinada a proteger o norte de Inglaterra das incursões escocesas. No século XIV, passou para as mãos da influente família Percy, que viria a desempenhar um papel central na política inglesa durante séculos. Sob o comando dos Percy, o castelo foi ampliado e reforçado, tornando‑se uma das principais fortalezas medievais do país.
Durante a Idade Média, Alnwick esteve envolvido em vários conflitos fronteiriços e guerras anglo‑escocesas. Nos séculos XV e XVI, continuou a ser uma residência poderosa e um símbolo da autoridade dos Percy, embora tenha sofrido períodos de declínio e abandono parcial. No século XVIII, o castelo foi profundamente remodelado em estilo neogótico, transformando‑se de fortaleza militar em residência aristocrática. Estas obras deram‑lhe grande parte do aspeto romântico que apresenta hoje. No século XIX, novas intervenções modernizaram o interior e reforçaram o seu papel como casa senhorial da família Percy. Já no século XX e XXI, o Castelo de Alnwick tornou‑se uma das atrações históricas mais visitadas de Inglaterra. Continua a ser a residência do Duque de Northumberland, sendo o segundo maior castelo habitado do país, logo após Windsor. Adjacente ao castelo, temos os Jardins de Alnwick, um dos projetos paisagísticos contemporâneos mais ambiciosos do Reino Unido. O novo jardim foi concebido pelos arquitetos paisagistas belgas Jacques e Peter Wirtz, e a primeira fase abriu ao público em 2001, com destaque para a grande fonte em cascata, que se tornou o elemento central. Nos anos seguintes, o espaço continuou a expandir‑se, especialmente com o famoso Poison Garden, criado em 2005, onde são cultivadas plantas venenosas e medicinais de todo o mundo.
Regresso ao hotel. Jantar livre e alojamento.
3º Dia
Pequeno-almoço no hotel. Em hora a combinar, partida em autocarro até Hexham.
É uma antiga vila mercantil cuja história remonta ao período anglo‑saxónico. A história documentada de Hexham começa no século VII, quando São Wilfrid fundou um mosteiro em 674, no local onde hoje se encontra a Abadia de Hexham, que iremos visitar. Etelreda, Rainha da Northumbria, concedeu terras a São Wilfrid, Bispo de Iorque e foi então que foi construído o mosteiro beneditino de Wilfrid, quase inteiramente com material recuperado de ruínas romanas próximas,
No ano 875, Halfdan Ragnarsson, o dinamarquês, devastou toda a região de Tyneside, e a Igreja de Hexham foi saqueada e completamente destruída pelo fogo. Em 1113, o mosteiro de Wilfrid, já então reconstruído, foi substituído por um priorado agostiniano estabelecido por Tomás II, Arcebispo de Iorque. A igreja atual data, em grande parte, de cerca de 1170–1250, construída no estilo Early English. O coro, os transeptos norte e sul e os claustros — onde os cónegos estudavam e meditavam — pertencem a este período. A Abadia foi amplamente reconstruída durante o período em que o Cónego Edwin Sidney Savage esteve em funções, tendo chegado a Hexham em 1898 e permanecido até 1919. Em 1996, foi criada uma capela adicional na extremidade leste do corredor norte do coro, chamada Capela de São Wilfrid.
Após a visita, almoço em restaurante.
Da parte da tarde, seguimos viagem até York.
A cidade, com quase 2000 anos de História, foi fundada com o nome de Eboracum no ano 71 d.C. Tornou‑se depois a capital da Britannia Inferior, uma província do Império Romano, e viria mais tarde a ser a capital dos reinos de Deira, Northumbria e da York escandinava. Na Idade Média, tornou‑se o centro da província eclesiástica do norte de Inglaterra e desenvolveu‑se como um importante centro de comércio de lã. No século XIX, transformou‑se num grande nó ferroviário e num centro de produção de confeitaria. Durante a Segunda Guerra Mundial, York foi bombardeada no Baedeker Blitz. Embora tenha sido menos visada do que outras cidades industriais do norte, vários edifícios históricos foram destruídos, e os trabalhos de restauração prolongaram‑se até à década de 1960.
Faremos a visita do Yorkshire Museum, situado nos Museum Gardens em York. É um dos principais museus da cidade e um dos mais importantes do norte de Inglaterra. Foi fundado em 1830 pela Yorkshire Philosophical Society, tornando‑se um dos primeiros museus especialmente construídos para esse fim no país. Atualmente, alberga coleções de arqueologia, geologia e história natural. O edifício está rodeado pelas ruínas da St Mary’s Abbey, criando um cenário histórico impressionante que complementa a experiência do museu.
Segue-se York St. Mary’s, uma antiga igreja medieval que integra o conjunto de espaços geridos pelo York Museums Trust. A própria igreja poderá remontar a cerca de 1020, e uma pedra de dedicação no interior apresenta uma inscrição indicando que foi construída por Efrard & Grim & Aese. Os vestígios da igreja saxónica original limitam‑se a elementos de cantaria no corpo da igreja, perto do coro.
A maior parte do edifício data do início do século XIII, com modificações e alterações dos séculos XIV e XV. Os registos de sepultamentos na igreja sugerem que era um local de culto prestigiado no final do período medieval. Foi, no entanto, desconsagrada em 1958.
Iremos, por fim, percorrer as ruas estreitas do centro histórico — especialmente as Shambles, com as suas casas medievais inclinadas — numa atmosfera única, preservada ao longo dos séculos. As muralhas da cidade, quase totalmente intactas, permitem observar York de diferentes perspetivas, desde os jardins até às torres da catedral, uma das maiores e mais impressionantes catedrais góticas da Europa.
Seguimos para o hotel Holiday INN York City Centre **** (ou similar) para check-in.
Jantar livre e alojamento.
4º Dia
Pequeno-almoço no hotel. Dia dedicado a visitas na cidade de York.
Começamos pela Catedral de York. É uma das mais importantes catedrais góticas da Europa, com uma história que atravessa quase 1.400 anos. As suas origens remontam ao ano 627, quando o rei Edwin da Northumbria foi batizado numa igreja de madeira construída no local. Essa primeira igreja foi substituída por estruturas sucessivas, acompanhando a crescente importância religiosa e política de York.
Durante o período anglo‑saxónico e, mais tarde, sob domínio viking, York continuou a ser um centro cristão relevante. Após a Conquista Normanda, no século XI, iniciou‑se a construção de uma grande catedral românica, que serviria de base para o edifício atual. A York Minster, como a conhecemos hoje, foi construída entre os séculos XIII e XV, num impressionante estilo gótico inglês, com vitrais monumentais, incluindo a famosa Great East Window, a maior janela medieval de vitral do mundo. A catedral tornou‑se o coração da província eclesiástica do Norte, rivalizando em importância com a Cantuária. Ao longo dos séculos, sofreu incêndios, colapsos estruturais e períodos de declínio, mas também grandes campanhas de restauro, especialmente nos séculos XIX e XX. Durante a Segunda Guerra Mundial, escapou a danos graves, embora tenha sido atingida por bombas nas proximidades. Hoje permanece um símbolo monumental da história religiosa, artística e arquitetónica de Inglaterra.
Seguimos para o JORVIK Viking Centre, um museu dedicado a recriar a vida quotidiana da cidade durante a ocupação viking. O museu foi construído no local onde, entre 1976 e 1981, arqueólogos descobriram mais de 40.000 artefactos e estruturas preservadas da antiga cidade viking de Jórvík, datada do século IX e X. A grande atração do museu é a experiência imersiva, que leva os visitantes através de uma reconstrução fiel das ruas vikings, com casas, oficinas, sons, cheiros e figuras animadas baseadas em dados arqueológicos reais. O museu também apresenta objetos originais encontrados no local — desde ferramentas, joias e até restos humanos — que revelam como viviam, trabalhavam e comerciavam os habitantes de Jórvík.
Almoço em restaurante.
Após o almoço, continuamos com a visita do York Castle Museum, conhecido pela forma inovadora como recria a vida quotidiana de diferentes épocas. Foi fundado em por John L. Kirk, um médico e colecionador que acreditava que objetos do dia a dia eram essenciais para compreender a história social. O museu está instalado em dois edifícios históricos que faziam parte do antigo complexo prisional do York Castle: a Debtors’ Prison (Prisão dos Devedores), do século XVIII e a Female Prison (Prisão Feminina), do século XIX. As exposições temáticas são o principal foco de interesse, pois apresentam coleções que vão desde a vida doméstica ao longo dos séculos, guerra e vida militar e prisões e justiça criminal.
Regresso ao hotel. Em hora a combinar, saída para jantar de encerramento em restaurante. Alojamento.
5º Dia
Pequeno-almoço no hotel e check-out.
Saída do hotel em direção a Leeds, onde faremos a visita do Royal Armouries Museum. É um dos principais museus do Reino Unido dedicados à história das armas, armaduras e da guerra. Faz parte do Royal Armouries, a coleção nacional de armamento britânico, cuja origem remonta ao século XV na Torre de Londres.
Foi criado precisamente para expor ao público uma parte significativa da vasta coleção que já não cabia na Torre de Londres. Hoje, é um dos maiores museus do mundo dedicados exclusivamente ao estudo e exposição de armamento. Está organizado em várias galerias temáticas, como a War Gallery, que mostra a evolução das armas e táticas militares desde a Idade Média até ao século XX. A Tournament Gallery, dedicada aos torneios medievais, com armaduras de cavaleiros, lanças e recriações de justas. A Hunting Gallery, que explora a história da caça e das armas associadas ou até mesmo a Oriental Gallery, que exibe armamento e armaduras da Ásia, incluindo peças japonesas, indianas e otomanas.
Após a visita, seguimos para Manchester, com paragem para almoço no percurso.
Continuação para o aeroporto de Manchester, para cumprimento das formalidades de embarque. Saída em voo regular para Lisboa. Chegada, desembarque e recolha de bagagem.
Fim dos Serviços.